5 lições do trabalho remoto para a gestão de equipe

As medidas de combate ao coronavírus levaram seis de cada dez brasileiros a trabalhar em home office, segundo pesquisa da empresa de monitoramento de mercado Hibou. E além da adaptação necessária por parte de empresas e dos profissionais, o formato de liderança também precisou se ajustar a esse novo momento.

De acordo com o consultor empresarial Roberto Vilela, muitas das atitudes adotadas neste período poderão se tornar ainda mais comuns na medida em que o mercado retomar o ritmo de atuação. “Muitas pesquisas já apontam para um novo normal, em que haverá, por exemplo, mais tecnologia e flexibilização nos modelos de trabalho. Para o líder, significa que este período exige uma revisão de atitudes e formatos de gerenciamento”, diz.

Roberto lista cinco aprendizados que considera fundamentais para os líderes neste momento:

1 – Não há como fugir do mundo digital

“Durante minhas consultorias ainda encontro muitos líderes adeptos a modelos analógicos de atuação, sendo resistentes à mudança. Agora eles foram forçados a entrar em um modelo digital para garantir a comunicação com suas equipes. Ora, se o próprio consumidor tem mudado os hábitos, dando preferência para negócios digitalizados, como o próprio delivery, como o gestor pode sobreviver a um modelo já considerado antiquado?”, provoca o consultor. Reuniões online, apps para mensagens e automação de tarefas burocráticas devem ser realidades muito mais valorizadas a partir de agora, e precisam estar no radar dos líderes.

2 – Menos espaço para o modelo comando-controle

Vilela destaca que um dos grandes desafios de muitos líderes foi abrir mão do controle sobre a jornada e atitudes das equipes, agora atuando de suas casas. “O líder precisa entender que ele deve engajar pelo exemplo e pela confiança e não pela vigilância e controle. O fato de não poder ver o que o profissional está fazendo precisa ser superado através de novas atitudes”, comenta.

3 – Cumprir horário X cumprir metas

Ao deixar de lado o controle pela jornada o líder precisa voltar o foco para a entrega. “Afinal, pouco importa o volume de pausas e cafezinhos do seu liderado se ele está cumprindo com suas obrigações e entregando aquilo que se espera. Ao invés de controlar horário e ações, imponha metas. Essa realidade será muito mais comum daqui para frente”, avalia.

4 – Evoluir é questão de sobrevivência

E o líder precisa aprender isso com os desafios do trabalho remoto. Ele deve estar, mais do que nunca, aberto às dúvidas, críticas e sugestões da equipe, mas manter-se firme para garantir as entregas. Precisa se adaptar – e levar sua equipe consigo neste sentido – e entender que este é o momento de aparar arestas e ajustar condutas para que o crescimento pós-pandemia seja assertivo.

5 – Conciliar trabalho e vida pessoal

Todo mundo tem uma vida fora do trabalho e o líder deve entender e incentivar seus profissionais a encontrarem o equilíbrio entre ambos. No trabalho remoto é muito mais desafiador manter uma rotina bem definida e ter tempo para descanso. “O momento exige um esforço extra para a produtividade no trabalho. Mas também compreensão por parte da empresa no que diz respeito aos desafios do home office. Para o líder, pode ser o momento de avaliar o modelo de trabalho e quem se adapta bem a ele. Quem sabe futuramente este possa ser o formato de atuação para muitos profissionais, o que implicaria em redução de custos estruturais da empresa e mais engajamento dos liderados”, finaliza Roberto.

Matéria da Trevo Comunica