FCDL/SC ajuda colaboradores a descartar eletroeletrônicos

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil é o maior produtor de resíduo eletrônico da América Latina com 1,5 mil toneladas por ano. O mesmo número leva o país até a 7ª posição quando o ranking se torna mundial. Os números são ainda mais alarmantes quando mostram que apenas 3% destes são ambientalmente descartados, o que preocupa muitos ambientalistas, já que grande parte dos objetos possuem componentes químicos que são despejados no meio ambiente sem o tratamento adequado, podendo causar danos irreparáveis para a terra e à saúde humana.

Em busca de estar ao lado da natureza, e de acordo com suas as políticas e valores, a FCDL/SC colocou em sua sede, em Florianópolis, um PEV (Pontos de Entrega Voluntária) de resíduos eletrônicos por um período de 30 dias. A iniciativa surgiu de uma parceria com a Weee.do, empresa responsável por promover a logística destes materiais e assegurar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

Para explicar a importância do descarte correto dos eletrônicos, o diretor executivo da Weee.do, Mark Rae, esteve na sede da Federação na manhã de segunda-feira, 18 de fevereiro, para ministrar uma palestra aos colaboradores. “Em diversos lugares do mundo encontramos medidas modernas para separarmos e destinarmos o que não queremos mais em nossa casa de forma correta. No Brasil, precisamos institucionalizar essa ideia em nossa cultura para que seja algo rotineiro”, afirma o engenheiro sanitarista, que é parceiro de muitas CDLs que promovem em seus municípios o Recicla CDL, campanha idealizada pela FCDL/SC para promover a arrecadação e o destino ambientalmente adequado deste tipo de resíduo.

O profissional também falou sobre a importância da economia verde, conceito que busca promover mudanças nos padrões de produção de produtos e consumo de forma que atendam às necessidades humanas sem degradar o meio ambiente. “Nós da Weee.do trabalhamos com a logística reversa dos eletroeletrônicos que é o retorno destes bens pós-consumo e pós-venda a cadeia produtiva. Estes materiais podem voltar através da reutilização ou reciclagem”, explica.

A empresa já possui mais de 50 PEVs espalhados no estado de Santa Catarina em diversas instituições. Para Marc, “Não basta recolher o resíduo eletrônico. É preciso assegurar que estes materiais serão descartados da melhor maneira possível”.

Federação tem ponto de coleta de resíduos eletrônicos