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2020 foi o ano das vendas online. Quais as tendências para 2021?

O isolamento social – consequência da pandemia de coronavírus – fez muita gente descobrir o e-commerce neste ano. E quem já conhecia, passou a fazer muito mais uso dele nos últimos nove meses. Embora na maioria dos lugares o funcionamento do comércio tradicional tenha sido retomado (ao menos em parte), nada indica que as vendas online vão arrefecer. Pelo contrário. “A expectativa é de ainda mais crescimento”, diz Ricardo Melo, gerente de marketing da HostGator, multinacional de hospedagem de sites. Mas o que muda e o que permanece no e-commerce em 2021? Melo e Bruno de Oliveira, fundador e CEO do E-commerce na Prática, listam as principais tendências para o ano novo. Confira:

O comércio reabriu, mas as vendas online seguirão em alta

A migração do varejo para o ambiente digital em 2020 foi intensa e atípica – e sem muito tempo para que as empresas se preparassem adequadamente. “As vendas online estão evoluindo aos poucos”, diz Oliveira, do E-commerce na Prática. “O importante é perceber que as empresas estão conscientes de que o e-commerce é um caminho sem volta, até porque ele continuou crescendo mesmo com a reabertura do varejo tradicional”. Esse movimento deve se aprofundar em 2021. A diferença é que a mudança acontecerá de maneira cada vez mais profissionalizada. “A digitalização por si só não garante o sucesso do negócio, mesmo sendo um passo primordial. É importante profissionalizar a geração de tráfego para conseguir bons resultados”, diz Melo, da HostGator.

O nome do jogo é (e continuará sendo) audiência

Como houve uma migração em massa e em pouco tempo para o ambiente digital, a disputa pela atenção dos consumidores cresceu bastante – o que fez a publicidade online encarecer consideravelmente. Por isso, será cada vez mais importante que as marcas valorizem os clientes que já conquistaram. “O nome do jogo é construção de audiência e relacionamento com ela. As empresas que conseguirem construir e ampliar as suas bases, mantendo um canal de relacionamento eficiente com elas, são as que obterão melhores resultados a médio e longo prazo”, diz Oliveira. E por resultado entenda-se faturamento e lucratividade. “Essas marcas tendem a ter um custo de aquisição de clientes mais baixo e margens mais altas”.

Novas categorias chegarão ao e-commerce, com destaque para as de consumo rápido

Embora as principais categorias de produtos vendidos no e-commerce devam se manter as mesmas, existe uma tendência de que novas sejam agregadas com mais força em 2021. É o caso dos produtos de consumo rápido. “É a típica compra que você faria em um mercadinho ou em uma farmácia, e que agora passará a fazer cada vez mais pela internet”, explica Oliveira. Também deve ganhar espaço o segmento de groceries, formado principalmente pela porção de produtos com maior valor agregado normalmente vendidos nos supermercados.

Atendimento ao cliente vai ser cada vez mais parte da estratégia do negócio

A principal boa prática para quem quer vender pela internet em 2021 é reforçar o foco no cliente. “O cliente está no centro, e o resto é resto”, avalia Oliveira. Com isso, a tendência é de que os antigos departamentos de atendimento ao consumidor – tradicionalmente considerados operacionais e merecedores de orçamentos pouco expressivos – se tornem áreas de experiência do cliente, mais robustas, alinhadas com as ações de marketing e integradas à estratégia do negócio. “É importante lembrar que na internet a reputação é uma função da facilidade de comprar, da performance da entrega e do tempo de resposta. Mas todos esses elementos têm o cliente como pano de fundo”, diz Melo, da HostGator. “O ideal é se antecipar aos prováveis problemas para evitar que o consumidor chegue a vivenciá-los”.

 

Fonte: Varejo Brasil

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