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59% dos brasileiros estão comprando mais em sites e apps estrangeiros

O e-commerce Cross Border é uma realidade e também um caminho para quem
deseja internacionalizar suas operações. Cada vez mais sites americanos e chineses
oferecem produtos com lojas online traduzidas para o português e preços em
muitos casos inferiores aos praticados no Brasil, com fretes e tempo de entrega
considerados satisfatórios pelo consumidor brasileiro. Será que o mercado brasileiro
está preparado para essa evolução do consumidor?

De acordo com o estudo “O consumidor brasileiro e suas compras no E- commerce
Cross Border”, desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC)
em parceria com a Ferraz Pesquisa de Mercado, 59% dos e- consumidores estão
comprando mais em sites e apps estrangeiros em relação a 12 meses atrás e 68%
declararam que pretendem comprar mais no futuro. “O e-commerce brasileiro
precisa estar atento à concorrência com sites estrangeiros, pois o consumidor não
vê as fronteiras e o tempo de espera pela entrega como barreiras”, afirma Eduardo
Terra, presidente da SBVC.

As compras em sites internacionais alcançam volumes expressivos: o tíquete médio
da última compra em sites ou aplicativos estrangeiros foi de R$ 499,75, 13% acima
do tíquete médio do e-commerce brasileiro. Em média, os consumidores fizeram
compras Cross Border 2,59 vezes nos últimos 12 meses. “Os brasileiros compram
mais que o dobro do limite de isenção de US$ 50, o que mostra que as vantagens de
preço e exclusividade de produtos são um forte impulso às vendas Cross Border”,
comenta o presidente da SBVC.

O estudo mostra que as categorias mais compradas em sites internacionais são
Eletrônicos (41%), Vestuário (37%) e Beleza (35%), sendo o AliExpress (30%) o
principal site da preferência do consumidor, seguido pela Amazon (25%) e Wish
(23%). É perceptível o crescimento das compras por meio de aplicativos (34%), pois
os usuários percebem mais facilidade no momento da compra. Seguindo a jornada
do consumidor, prazo de entrega foi cumprido para 78% dos entrevistados, sendo
que 48% esperaram mais de 60 dias para a entrega feita no próprio endereço no
Brasil.

Ainda sobre prazos de entrega, 55% pagariam mais para receber em menos tempo
no máximo 30 dias (prazo considerado ideal para 71% dos entrevistados). “O tempo
de entrega surgiu como um ponto negativo para os 41% de entrevistados que
compraram menos nos últimos 12 meses. Existe uma oportunidade para o e-
commerce nacional ganhar competitividade na competição com a concorrência
global, que é o prazo de entrega”, diz Terra.

Fonte: Newtrade

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