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60% dos brasileiros colocam dinheiro na poupança (e o motivo para isso não faz sentido)

Apesar dos sinais mais claros de retomada da economia, terminar o mês com sobras de dinheiro ainda tem sido tarefa difícil para o consumidor. A parcela de brasileiros que conseguiu guardar dinheiro caiu de 18% em janeiro para 16% em fevereiro, segundo levantamento do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas). É o percentual mais baixo da série histórica, que tem início em dezembro de 2016.

Em média,o valor poupado foi de R$ 498,81. Tradicionalmente, a poupança segue como o destino mais popular do dinheiro dos brasileiros: 60% depositam seus recursos na caderneta. Outro destino frequente é a conta corrente, com 16% de citações. O levantamento detectou também que em cada 10 poupadores, dois deixam o dinheiro guardado em casa, opção que oferece riscos – além de não render juros, não é segura para o poupador.

Esses poupadores que mantêm o dinheiro em casa, na conta corrente ou mesmo na poupança afirmam que a principal razão para essa escolha foi o fato de não ter dinheiro suficiente para investir em outra modalidade – motivo citado por 24% deles. Outra razão foi a preferência por ter o dinheiro disponível em lugar fácil de retirar (23%). A falta de conhecimento também foi destacada por 19%, seguida pelo costume em guardar nas modalidades tradicionais (15%).

Para os especialistas do SPC Brasil, a preferência majoritária pela poupança ou por guardar dinheiro em casa comprova que, mesmo entre aqueles que possuem reserva financeira, não há muita familiaridade com aplicações mais rentáveis e adequadas para os objetivos que se tem em mente.

Quem precisa de dinheiro com liquidez diária, ou seja, que possa ser sacado a qualquer momento sem prejuízos, uma opção mais rentável que a poupança é o Tesouro Selic, em que o aporte mínimo é de R$ 94,66 nesta segunda-feira (23), valor muito abaixo dos R$ 498,81, em média, poupados.

Com uma aplicação única de R$ 100, o Tesouro Selic – investimento super conservador – rende mais que a poupança em 12 meses. Com aportes de R$ 100 mensais, os ganhos do título público também superam a caderneta. Ou seja, os números invalidam as justificativas dos poupadores pesquisados, deixando em evidência a falta de informação sobre investimentos dos brasileiros em geral.

Se o poupador puder deixar o dinheiro guardado por mais tempo, sem contar com ele para emergências, a rentabilidade pode ser ainda maior. O Tesouro IPCA+ 2024, por exemplo, exige aplicação mínima de apenas R$ 46,39 e pagam, nesta segunda-feira (23), 4,55%, além da correção pela inflação do período. Os ganhos superam a poupança em todos os períodos de comparações.

Dos brasileiros que conseguiram investir algum dinheiro em fevereiro, os fundos foram citados por 8%, a previdência privada por 7%. Os CDBs (Certificado de Depósito Bancários) são utilizados por 6% e o Tesouro Direto por 4% dos poupadores. Os que investem em ações na bolsa de valores somam apenas 2% dos consumidores que possuem alguma reserva.

Fonte: Portal InfoMoney

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