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68% das empresas não têm estratégia para investir em internet

Uma pesquisa, que analisa a qualidade das aplicações e dos testes em diversos segmentos, mostra que 85% das empresas utilizam IoT (da sigla em inglês, internet das coisas) em suas operações e, ainda assim, 68% dessas organizações não possuem uma estratégia de teste voltada a IoT.

As informações são do Relatório Mundial sobre Qualidade 2016, publicado pela Capgemini, empresa global em serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, e a Sogeti, sua subsidiária de serviços de tecnologia e engenharia, em conjunto com a Hewlett Packard Enterprise (HPE).

Segundo o levantamento, as empresas, pressionadas para implantar novos produtos e serviços digitais, acham difícil encontrar o equilíbrio entre qualidade e velocidade de desenvolvimento, principalmente no que se refere a “internet das coisas”. Em 2016, o orçamento dedicado à garantia da qualidade e aos testes caiu 31%, após um aumento significativo de 18% para 35% durante os anos anteriores. A pesquisa revela que apesar da redução registrada neste ano, a previsão geral é que os gastos aumentarão para 40% em 2019.

O relatório mostra que muitas empresas estão adotando máquinas inteligentes para cortar custos e gerar eficiência. A crescente adoção de tecnologias digitais está consumindo grande parte do orçamento e as empresas estão tendo dificuldade para equilibrar a inovação e o custo. De acordo com a pesquisa, 48% das empresas não estão conseguindo atender às necessidades conflitantes que surgem quando administram vários ambientes de teste.

No entanto, o relatório revela que para prevenir eventuais problemas, é preciso investir mais na garantia da qualidade baseada em inteligência, para facilitar a identificação e prevenção de problemas de qualidade antes que aconteçam.

Outro dado revelado pelo relatório é referente ao aumento na adoção de metodologias de teste ágeis e de DevOps para ajudar as empresas a lançarem novos produtos e serviços com mais velocidade. Entretanto, 44% das empresas estão relutantes em envolver as equipes de teste na fase inicial do planejamento, acreditando que isso pode interferir na velocidade, inadvertidamente colocando a segurança da empresa em risco.

De acordo com Hans van Waayenburg, executivo Grupo Capgemini, o relatório mostra que as empresas devem, cada vez mais, adotar uma abordagem estratégica e madura em relação à garantia da qualidade e aos testes. “A transformação digital oferece uma enorme oportunidade de crescimento, que só pode ser aproveitada se o engajamento entre o cliente e outros stakeholders for melhorado de forma ativa”, afirma. Segundo o executivo, as empresas devem ser proativas na tarefa de eliminar os gargalos existentes entre o negócio, o desenvolvimento, a qualidade e as operações, usando testes ágeis e DevOps para priorizar a geração de valor para o cliente e a relevância para o negócio.

“Para manter uma margem competitiva, os departamentos de teste e garantia da qualidade devem se voltar à automação do ecossistema, à análise preditiva e às atividades de teste baseadas na inteligência, para poderem garantir resultados para o negócio”, completa Waayenburg.

Para Raffi Margaliot, vice-presidente HPE Software as interações e relacionamentos estão sendo baseados em softwares e, o foco dos testes passou a ser a experiência completa do cliente. “O relatório desse ano destaca que a segurança, a experiência do cliente e a qualidade são mais importantes do que nunca. Esses elementos são fundamentais para garantir que as organizações obtenham a velocidade e alcance necessários para terem sucesso”, comenta.

Por fim, a pesquisa mostra que à medida que cresce a importância do papel da internet das coisas para as operações do negócio, todas as empresas devem adotar uma estratégia baseada em riscos, que crie um ecossistema de testes seguros. Para isso, o relatório recomenda que invista em soluções as-a-service (como serviço) para a gestão do ambiente, gestão dos dados e execução dos testes, bem como níveis superiores de engenharia em suas equipes, para que possam manter a integridade do sistema e impulsionar a inovação.

Fonte: Portal No Varejo

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