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A importação e exportação de produtos no contexto das PMEs

Não são só as multinacionais que movimentam produtos pelas fronteiras do país. De todas as empresas que exportam ou importam produtos no Brasil, 40% têm porte de PME, segundo dados do Sebrae. Em 2019, cerca de um terço das exportações no país foram feitas por pequenas e médias empresas, de acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Dos produtos exportados, 47% são do ramo industrial, seguido pelos setores comercial e agropecuário, com 41% e 10%, respectivamente. O setor de serviços é o que menos tem participação neste cenário, com apenas 1% das exportações, segundo levantamento elaborado pelo Sebrae. Dos negócios gerados por meio das exportações, as regiões Sul e Sudeste é que concentram a maior parte, ficando com 31% e 56% de fatia, respectivamente. Mas, diante de todos estes números, num olhar mais atento, os pequenos negócios representam menos de 1% no volume exportado.

“Os olhos do comércio exterior estão voltados para os grandes negócios, com um tíquete médio alto e operações longas, enquanto que o referente aos pequenos empreendimentos é de US$ 150 mil e operação de curto prazo. E ainda que a questão do valor agregado seja gritante, o número de quem exporta também é baixo. Nossa economia é formada por quase 20 milhões de empresas, onde 99% são pequenas, sendo que só 8 mil exportam. É um desafio mudar esse quadro”, relata Gustavo Reis, analista de competitividade do Sebrae a Agência Sebrae de Notícias

Pelos números, é identificável que a participação de negócios gerados por PMEs pode ser mais abrangentes. O que dificulta, às vezes, os negócios a exportarem mais, ou mesmo importarem produtos para a venda, é a questão da logística e de que muitos empreendedores não estão familiarizados com os trâmites do comércio exterior.

“É verdade que, no Brasil, fazer comércio exterior não é fácil. Antes de conseguir levar seus produtos às mãos dos consumidores internacionais, é preciso superar uma série de obstáculos para os quais os pequenos negócios não estão, normalmente, preparados. O resultado é que a participação das pequenas empresas no conjunto das exportações brasileiras ainda é muito restrita”, afirma Carlos Melles, presidente do Sebrae, em entrevista ao Diário do Comércio de São Paulo.

Ainda sobre o estudo do Sebrae, um dos principais mercados para a comercialização de produtos nacionais por PMEs é o Mercosul. Em seguida vem Estados Unidos, Canadá e União Europeia, com menor participação nos mercados Africano e Asiático. De acordo com o levantamento, as principais dificuldades que fazem os empreendedores não apostarem nesta viabilidade econômica está em relação à insegurança ao não pagamento da venda, assim como na estrutura deficitária dos transportes aéreos, marítimos e terrestres.

“Esta ausência das PMEs na participação das exportações brasileiras significa que há um grande espaço de mercado para crescer e prosperar, um mundo novo para conquistar, com criatividade, ousadia e competência”, conta Antoninho Caron, especialista em internacionalização de empresas, conselheiro da FIEP e ACP ao G1.

Um das maneiras de facilitar as transações internacionais no contexto das pequenas e médias empresas é trabalhar com outras empresas parceiras. Assim, dependendo do produto, distância, preço e demais fatores, sejam eles legais, de idiomas ou outros, que influenciem na tomada de decisão, pode ser viável realizar compras ou vendas coletivas por meio de cooperativas ou de pequenos grupos empresariais. Desta maneira, além de gerar redução nos custos, reflete também uma maior competividade dos negócios na oferta de produtos e serviços perante às grandes empresas.

Por último, é essencial ressaltar que, para realizar importação e exportação, é necessário tomar uma série de cuidados. Por exemplo, entender como é o controle de qualidade de cada país e quais as demandas das agências reguladoras. Ou mesmo verificar qual é a capacidade de produção da empresa fornecedora, já que uma operação internacional costuma ser rentável apenas quando é feita em volume. E, claro, ter um planejamento bem estruturado, que mostre por que aquela importação ou exportação é necessária, e não poderia ser substituída por um produto ou um cliente nacional.

 

Fonte: Whow! Empreendedorismo

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