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A terceira onda: shoppings terão de se reinventar e vender online

O ano de 1966 foi marcado pela inauguração do primeiro shopping center do Brasil, o
Iguatemi, em São Paulo. Até meados dos anos 2000, havia ainda poucas unidades espalhadas
pelo país. Esse período é considerado pelo mercado como a “primeira onda”, com um
crescimento tímido na relação dessas empresas com os consumidores.

De acordo com Luiz Marinho, sócio-diretor da GS&Malls, a segunda onda foi a “fase de ouro”.
Ele diz que entre 2003 e 2013, havia um crescimento médio de 6 por cento ao ano. Em 2010,
ainda de acordo com Marinho, o crescimento real do varejo foi de 12 por cento. Só para se ter
uma ideia, quase 200 novos shoppings surgiram nesses 10 anos.

Porém, em 2014, o país entrou em uma crise profunda, ocasionada por uma recessão
econômica. “Muitas pessoas acham que depois da crise, o desempenho dos shoppings vai
voltar a ser como era antes. Mas o mundo mudou. Temos um consumidor diferente. Nosso
produto ‘shopping center’ não faz mais sentido, quando orientado apenas pelo consumo”,
explica Marinho.

Shoppings para Millennials

Luiz Marinho diz que “a geração dos Millenials prefere usufruir do que possuir”. São chamados
assim, os jovens que nasceram entre o início dos anos 1980 e o fim dos anos 1990. “Essa
geração vai trazer como consequência, um novo tipo de shopping center, diferente, onde o
visitante vai se divertir”, explica.

“A gente vai começar a ver espaços cada vez mais agradáveis para frequentar e estar. Esses
locais não serão mais vistos apenas como destino de compras, mas como lazer e
entretenimento. É a Disneyficação do shopping”, afirma.

Porém, Marinho levanta uma questão importante. Como ganhar dinheiro nesse novo modelo
de negócio? De onde virá a receita? Qual o caminho? O mix do shopping vai mudar. E a
resposta para isso vem da China, segundo Marinho.

Ele diz que o modelo do ecossistema de negócios está se revolucionando e vai chegar com força no Brasil. Na China, isso quer dizer E-commerce. Mas como trazer esse conceito para os shoppings brasileiros? O assunto foi discutido em um painel durante o congresso Latam Retail Show, em São Paulo.

A terceira onda é disruptiva, avalia Marinho. E alguns grupos de shoppings já criaram a
lançaram plataformas de e-commerce para complementar as vendas. Sites ou APPs surgem
para que os shoppings se tornem cada vez mais omnichannel, vendendo produtos para
omniconsumidores. E assim, tentando aproximar o físico do digital e conquistar os clientes.

A ideia, segundo as discussões, é que os novos consumidores possam comprar pelas
plataformas digitais e retirar os produtos pessoalmente no shopping. E, estando lá, usufruir de
serviços e experiências, como opções gastronômicas, diversões, exposições e muitas outras
possibilidades que podem ser criadas.

 

Fonte: Newtrade

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