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A transformação digital pode deixar o o varejo mais humano

“Entrar em uma loja, selecionar o produto, pagar e sair são passos realizados
automaticamente pela maioria dos consumidores. Mas as novas tecnologias têm o potencial
de acrescentar outras experiências a essa trajetória do consumidor”, diz Ricardo Guinâncio,
CEO da consultoria O Negócio do Varejo. A afirmação foi feita ontem (29/08) durante o evento
LATAM Retail Show, que segue até o dia 29 de agosto em São Paulo (SP).

Segundo Guinâncio, a inteligência artificial (IA) e a robótica são algumas das tecnologias que se
tornaram determinantes para o sucesso do varejo. Mas é preciso manter o foco na valorização
do componente humano. “Hoje, os consumidores têm acesso a mais informação sobre o que
consomem, e por isso têm o poder de escolha”, diz. “As empresas de varejo precisam não só
atrair o cliente, mas fornecer algo que as diferencie a longo prazo.”

O CEO cita a startup americana Spyce como um bom exemplo de empresa que usou tecnologia
para tornar a experiência do cliente mais humana. A empresa americana, fundada por quatro
estudantes do MIT e pelo chef Daniel Boulud, criou um restaurante com cozinha
completamente robotizada. Na frente dos consumidores, cada prato é feito e servido por
robôs. “Eles automatizaram o processo, mas ainda com foco em criar uma experiência
diferente para o cliente”, diz Guinâncio.

Segundo o executivo, as empresas que se transformam digitalmente ganham mais agilidade
para criar novas soluções aos consumidores. “Com uma organização mais horizontal e
colaborativa, os líderes criam um ecossistema propício para a inovação”, diz.

Para Gary Saarenvirta, CEO da consultoria canadense Daisy Intelligence, automatizar processos
com IA é fundamental para responder mais rapidamente às demandas do mercado e se
antecipar às tendências.

“A maioria das empresas ainda baseiam suas estratégias em estatísticas, que não possibilitam
novos insights”, diz o CEO. “Os consumidores não querem produtos, mas soluções. Ao deixar o
trabalho mais automatizado, os funcionários podem focar em estratégias a longo prazo.”

Mas não vale investir em tecnologia pela tecnologia. “É preciso usar as ferramentas disponíveis
para atender um consumidor mais preocupado com valores como saúde, meio ambiente e
experiência”, diz.

 

Fonte: Newtrade

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