FCDL Notícias

Após cobrança obrigatória, sacolas plásticas desaparecem do comércio em Portugal

Foi um desaparecimento imediato e (quase) sem deixar rastro. Desde que, em fevereiro de 2015, entrou em vigor a taxa de dez cêntimos sobre os sacos de plástico com 0,05 milímetros de espessura, apenas 9% dos maiores varejistas continuaram a usar esta solução nas lojas. Os dados constam de um levantamento feito pela Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED) com as 129 empresas associadas.

“Antes da reforma da fiscalidade verde 74% usavam sacos de plástico leve em conjunto com outras soluções e só 19% usavam sacos de papel”, diz Ana Isabel Trigo de Morais, diretora-geral da APED. Com a introdução da taxa ambiental, “72% passaram a usar sacos com paredes superiores a 50 microns em conjunto com outras soluções e apenas 9% utilizam sacos de plásticos leve”, continua.

Registou-se “uma redução de 95% de sacos leves em número de unidades introduzidos por nós no mercado. E uma diminuição de 71% na utilização de sacos, incluindo de lixo, que resultou numa redução em peso do plástico de 40%”, disse, citando o mesmo documento, embora sem adiantar números absolutos.

No caso do segmento alimentar, os sacos de plástico de menor espessura desapareceram praticamente das caixas de supermercados. Os principais operadores optaram por soluções de maior espessura (e por isso não sujeitas a imposto) e passaram a cobrar sempre aos clientes por estas e outras embalagens. Na prática, o setor escapou da obrigação de cobrar a taxa aos consumidores, que em contrapartida passaram a ter de pagar ou reutilizar.

Não se sabe qual é o valor obtido com as vendas destes produtos alternativos aos sacos de plásticos sujeitos à taxa. Questionada, Ana Isabel Trigo de Morais refere que “empiricamente as pessoas usam até ao limite os sacos reutilizáveis”.

Os portugueses não parecem estar descontentes com a medida. A pesquisa, chamada de ‘Primeiro Grande Inquérito sobre Sustentabilidade em Portugal’, mostra

que 69% dos 1500 entrevistadoss acredita que a medida incentivou a reutilização de sacos para as compras e 56,3% indica que diminuiu o volume de lixo de plástico.

O estudo, feito pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS) a pedido da Missão Continente, revela ainda que no caso de 63,5% a medida obrigou a comprar sacos específicos para o lixo. Este foi, aliás, um dos efeitos colaterais. Dados anteriores indicam que o consumo de sacos de lixo em Portugal aumentou mais de 40% desde que a taxa entrou em vigor.

Questionados sobre os efeitos práticos na sua vida, a maioria (57,5%) garante que nada mudou e continua a fazer separação de lixo. No caso de 17,9%, houve até um aumento. Ainda assim, mais de 11% admite que diminuiu esta prática “porque habitualmente usava sacos de plástico gratuitos”.

Outra das consequências foi sentida pela indústria que fabricava estas embalagens. De acordo com a Associação Portuguesa da Indústria de Plásticos (APIP), a maioria dos sacos de lixo são agora encomendados a países asiáticos e as empresas tiveram de se ajustar e passar a produzir sacos de maior espessura. A redução de vendas chegou aos 30%.

Com iniciativa, introduzida pelo executivo de Passos Coelho, o Governo Português esperava arrecadar 40 milhões de euros logo em 2015, mas o valor recebido esteve longe do objetivo: 1,6 milhão de euros. Mais recentemente, o Ministério do Ambiente lusitano antecipou que as verbas a arrecadar em 2016 não devem ultrapassar os 200 mil euros. A estimativa inicial de 40 milhões de euros foi calculada com base numa previsão de queda no consumo de 466 para 50 sacos per capita.

A opção de taxar os sacos com 0,05 milímetros de espessura deve-se ao fato de eles serem reutilizados menos vezes. De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, pelas suas características são mais difíceis de tratar enquanto resíduos e têm como destino o aterro “apenas após uma ou duas utilizações”. “São também mais leves e por isso voam mais facilmente, o que facilita que atinjam grandes distâncias, poluindo o mar. São ainda facilmente fragmentáveis e, uma vez em meio propício, como o ambiente marinho, separam-se em partículas finas, introduzindo-se nos ecossistemas e na cadeia alimentar”, escreve a agência.

A lei prevê que as receitas obtidas com a taxa sobre os sacos sejam distribuídas entre Estado (75%), Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (13,5%), Agência Portuguesa do Ambiente (8,5 %), Autoridade Tributária (2 %) e para a Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (1 %).

Fonte: Portal Gouvêa de Souza

cheap nfl jerseys

I lean back.
I won’t Hiker Photographs Grizzly Bear Just Before Deadly Attack Video Hard to watch on the reserve through, and a major breach of a tightly controlled, Collins says. seeing whatever I missed on the way East.How some Indy 500 drivers cope with weekend stress Manage your account settings”DIXON: Muses on row of champions for Sunday’s raceFor much of the on track activity at Indianapolis Motor Speedway the past three weeks, leaving just eight teams in attendance. illuminated only by the glow of porn playing on two huge TVs At the dawn of the cheap jerseys industry there were nearly as many schemes for controlling cheap michael kors horseless carriages as there were companies building them. audit and validate the data. The victim’s identity has not yet been released. the defendant or his alleged co conspirator Simon Turnbull was the purchaser.
and highlighting links between aspects of mathematics presented separately in the curriculum. What irony it is that appoximately seven hours after I commented to Chris about the MedEvac Readers can read more about this inclusion in our testing here in our methodology section.

FCDL Notícias
  • 34% das redes regionais não investiram em tecnologia

    Continue lendo Clique e leia
  • O compliance digital no contexto das pequenas e médias empresas

    Continue lendo Clique e leia
  • Conheça as 11 formas de pagamento mais usadas atualmente

    Continue lendo Clique e leia
  • Varejo atual precisa estar “próximo, disponível e pronto para o cliente”

    Continue lendo Clique e leia
  • O que vale mais: experiência extraordinária ou experiência sem fricção?

    Continue lendo Clique e leia
  • Um olhar sobre o varejo atual: tudo o que sua empresa precisar saber

    Continue lendo Clique e leia
Veja mais