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Banco Central inicia primeira fase do Open Banking; o que esperar?

A primeira das quatro fases do Open Banking no Brasil entra em funcionamento a partir desta segunda-feira (1). O programa, que permitirá o compartilhamento padronizado de dados e serviços pelas instituições participantes através de APIs, é mais uma estratégia do Banco Central para aumentar a competitividade do mercado e promover a inclusão financeira.

“A proposta do Open Banking é incentivar a inovação financeira, racionalizar os processos das instituições reguladas, possibilitar parcerias comerciais entre instituições financeiras e instituições não-financeiras, e, também, empoderar o consumidor financeiro. Espera-se, assim, uma redução de assimetrias de informações entre os agentes econômicos e diminuição de barreira de entrada de novos agentes, maior oferta de produtos e serviços mais adequados aos diferentes perfis da sociedade, contribuindo para a queda do patamar de juros cobrados dos clientes. A forma a partir da qual os consumidores se relacionam com os prestadores de serviços financeiros pode ser transformada”, afirma o Banco Central em entrevista à Consumidor Moderno.

Na prática, um exemplo de possibilidade trazida pelo programa é a de o consumidor reunir em um único aplicativo as informações de contas em diferentes instituições, facilitando o controle financeiro. Outro é ter acesso a um serviço que analisará toda a vida financeira e trará sugestões de investimentos mais personalizados.

Primeira fase em andamento

Os bancos estão se preparando para o Open Banking desde 2018. Na primeira das quatro fases de implementação, as instituições participantes terão que entregar informações sobre seus canais de atendimento, como endereços das agências e canais oferecidos para atender clientes. Dados e características sobre produtos e serviços oferecidos, por exemplo, tipos de conta, empréstimos e financiamentos, também serão compartilhados.

Para Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN, “A expectativa do setor bancário com a chegada do Open Banking é bastante positiva”. Como resultado da primeira fase, já poderão surgir no mercado soluções que façam a comparação entre produtos e serviços.

Próximos passos

As outras três fases de implementação do Open Banking também devem ser iniciadas em 2021. Prevista para o dia 15 de julho, a segunda fase permitirá que as instituições troquem dados de cadastros e transações de clientes entre elas, desde que haja um consentimento de maneira expressa por parte desses clientes.

Leandro Vilain, diretor de Inovação, Produtos e Serviços da FEBRABAN, acredita que é a partir da segunda etapa que uma interação mais direta com o cliente final terá início, ou seja, os consumidores passarão a poder receber propostas de ofertas e serviços mais personalizados de instituições que receberam os seus dados.

Já na terceira fase, que deve ser iniciada no dia 30 de agosto, o cliente poderá fazer transações sem necessariamente usar os canais da instituição que possui conta, como o internet banking ou o aplicativo. Será possível realizar transferências dentro de aplicativos intermediários e até dentro de sites de e-commerce.

A quarta e última fase, prevista para 15 de dezembro, ainda está em discussões técnicas. Nela deverá acontecer o compartilhamento de dados mais específicos dos clientes, como produtos e serviços de operações de câmbio, investimentos, seguros e contas-salário.

“É importante lembrar que o sistema, que gera uma série de oportunidades e novos negócios, estará em constante evolução e exigirá investimentos contínuos dos participantes, com pleno potencial para revolucionar os produtos e serviços em nosso mercado financeiro”, afirma Leandro Vilain.

Fonte: Consumidor Moderno

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