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Black Friday: um desafio de logística

Se você é empresário e não tem um orçamento milionário em marketing como a Amazon para criar o seu próprio Prime Day, provavelmente irá aproveitar a Black Friday para dar um fôlego nos negócios. Já conversei com empresas que salvaram um ano de vendas nesta fatídica semana de descontos. A maioria foca nas campanhas de divulgação e no mix de descontos. Algumas fazem contratações temporárias e aumentam o horário do expediente. Os e-commerces fazem investimentos em tecnologia para garantir que o site não irá congestionar. Agora, se tem um aspecto que pode tornar a experiência do cliente uma verdadeira dor de cabeça, e pouco vejo os empresários se preocupando, é a logística.

Imaginem o grande tiro no pé, vender produtos sem estoque, enviar a mercadoria errada e/ou com avarias, ou ainda demorar meses para entregar. De repente, o nome da empresa está em destaque no Reclame Aqui ou nos noticiários como exemplo de denúncias no Procon. Acontece que a Black Friday estressa ao máximo a cadeia logística e, se você, lojista, não começou a se preparar com meses de antecedência para a esta data, eu diria que você corre sérios riscos.

Nessa jogada, os e-commerces levam vantagem sobre as lojas físicas. Não somente devido à pandemia – e que se espera, portanto, que haverá maior motivação para compras on-line – mas também pela possibilidade de diluir os prazos de entrega ao longo dos dias. Uma pesquisa realizada pelo Google mostra que os principais fatores de decisão de compra dos brasileiros na Black Friday são: preço, possibilidades de parcelamento e frete. Ou seja, nas lojas virtuais, os clientes se submeterão aos prazos de entrega que a logística permitir.

Já para as lojas físicas o desafio é bem maior. Trata-se de um ingrato exercício de predição para saber quais produtos terão saída naquele fim de semana específico. Se a loja estocar o produto errado, estará perdendo dinheiro duas vezes: do estoque que ficou emperrado e das oportunidades de vendas perdidas por não encomendar os produtos certos. Eu diria, ainda, que a pandemia trouxe um fator agravante: as empresas prestadoras de serviços não são mais as mesmas.

Uma forte recomendação é uma conversa bem franca com as transportadoras. Muitas podem ter feito demissões, contratações menos qualificadas, vendas de ativos, trocas por veículos com menos tecnologia, tudo para sobreviver à crise. Uma queda na qualidade da prestação do serviço de entrega pode manchar a reputação da empresa, pois o consumidor irá associar a experiência à loja, jamais à transportadora.

Mas e se você me perguntar se existe uma solução, eu sugiro uma sintetização do problema: as empresas precisam fazer estoque ou entregar os produtos de forma segura e eficiente, sem aumentar os custos do frete para terem um Black Friday de sucesso. Diante disso, eu só vejo uma solução: usar o melhor que a tecnologia pode nos proporcionar ao nosso favor.

Atualmente, o setor de logística tem sido revolucionado pelas soluções baseadas na internet das coisas, o famoso IoT (internet of things, na sigla em inglês). A partir de um pequeno computador, sensores e outros dispositivos, tanto os veículos como as cargas estão conectados em tempo real. Esse tipo de solução permite redução dos custos do frete, pois proporciona uma redução de até 26% no consumo de combustível e até 15% do custo de manutenção. Isso porque a gestão da frota passa a ser baseada em informações que os veículos conectados enviam a todo momento.

Além disso, uma frota com esse tipo de solução tende a ser menos ociosa, com otimização de rotas, e mais segura, tendo em vista que permite o monitoramento do comportamento do motorista. Ela ainda previne contra roubos e fraudes. Imaginem a dor de cabeça para uma empresa em ter, por exemplo, um caminhão de eletrônicos roubado. Ainda que se tenha o seguro, pensem no esforço em repor todos os pedidos e refazer as rotas, tentando, ao máximo não atrasar e fidelizar o cliente.

Portanto, a palavra de ordem, acredito que seja a preparação. Afinal, não se trata de nenhuma surpresa, a Black Friday existe há alguns anos.  O que se espera é que a oferta de frotas inteligentes seja cada vez mais ampla, e que as empresas tenham um papel fundamental nisso, dando preferência e cobrando os prestadores de serviços em logística para que tenham a tecnologia ao seu lado, de modo que juntas possam fazer da experiência de compra de seus clientes um verdadeiro sucesso.

* Por Daniel Schnaider, CEO da Pointer By PowerFleet Brasil.

 

Fonte: Varejo Brasil

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