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Carnaval: 63% dos foliões concentrarão compras em supermercado

O Carnaval está chegando e muitos brasileiros já se preparam para a maior festa
popular do país. Um levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes
Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as
capitais mostra que seis em cada dez consumidores (62%) pretendem cair na folia
pelos próximos dias. Entre os que devem participar das festividades, 37%
acompanharão os blocos de rua, 17% vão a bailes em clubes ou boates, enquanto
12% planejam assistir aos ensaios das escolas de samba. Já 9% aproveitarão a festa
atrás de trios elétricos e 9% querem desfilar na avenida. Em contrapartida, 27%
disseram que ficarão de fora das festividades.
Por ser um feriado prolongado, o período de Carnaval acaba levando muitas pessoas
a viajar. Dados da pesquisa apontam que 39% dos entrevistados devem sair de suas
cidades na data, enquanto 31% aproveitarão as comemorações no próprio lugar
onde moram e 20% ficarão em casa. Os locais de hospedagem mais citados são casa
de familiares e amigos (37%), hotéis ou pousadas (28%) e apartamentos, sítios ou
casas alugadas (16%).
Outro grande destaque deste Carnaval devem ser as redes sociais: 88% de quem vai
entrar na folia pretende usar alguma rede social para postar ou interagir com outras
pessoas e, entre estes, 70% admitem que são influenciados por postagens e
comentários de amigos, famosos ou empresas para a compra de produtos ou
serviços no Carnaval.

Gasto médio com a folia será de R$ 634

No total, o gasto médio do consumidor durante todo o período de Carnaval deve ser
de R$ 633,97, mas 40% dos entrevistados ainda não definiram a quantia. O consumo
de bebidas, como cerveja (49%), água, sucos ou energéticos (46%) e refrigerantes
(42%), além de comidas ou lanches fora de casa (49%) e itens para churrasco (40%)
serão os produtos mais consumidos no Carnaval deste ano. Os que vão comprar
fantasias ou adereços formam 28% da amostra. Considerando os serviços, dentre os
mais procurados, destacam-se bares e restaurantes (40%), táxis ou serviços de
transporte por aplicativos (37%), ingressos para festas (21%) e hospedagens em
hotéis ou pousadas (17%).
Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o Carnaval representa um
grande potencial de negócios para os empresários. “Mais do que uma grande festa,
o Carnaval impulsiona muitos setores da economia, especialmente o comércio e
serviços, além da indústria do turismo, que comemoram o enorme alcance da data e
se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma a
economista.
63% dos foliões concentrarão compras em supermercados; lojas de rua e internet
também aparecem entre principais lugares.
O supermercado é o lugar que deve concentrar a maior parte das compras ligadas
ao Carnaval, com 63% das menções. Em segundo lugar aparecem as lojas de rua
(32%) e em terceiro a internet ou lojas virtuais (23%). O comércio ambulante vem
em seguida, com 20%. Além disso, sete em cada dez (69%) consumidores afirmaram
que vão pesquisar preços antes de comprar, seja produtos e serviços (51%) ou custo
com viagens (20%).
O levantamento também revela que 66% dos entrevistados têm a sensação de que
os produtos e serviços ligados ao Carnaval custarão mais caros este ano em relação
ao ano passado. Quanto às despesas com comida e bebida, a pesquisa indica que a
maioria tem a intenção de pagar à vista, seja em dinheiro (64%) ou no cartão de
débito (46%). Para quem vai viajar, o dinheiro será a principal forma de pagamento
(47%), enquanto 40% pretendem optar pelas parcelas no cartão de crédito e 35%
pelo cartão de débito.
21% dos consumidores não sabem se despesas caberão no bolso; Carnaval de 2018
deixou 13% dos foliões com nome sujo.
A pesquisa demonstra que a empolgação com os gastos de Carnaval pode
comprometer as finanças do brasileiro. Apesar de a maioria dos gastos (78%) dos
foliões estarem dentro do orçamento, 21% das pessoas ouvidas disseram que vão
aproveitar a data mesmo sem ter estipulado um limite de gastos ou guardado
dinheiro para isso.
De fato, 27% dos consumidores que terão gastos no Carnaval deste ano admitem
extrapolar o orçamento quando festejam a data, sobretudo com comidas e bebidas
(20%). Um dado preocupante é que 30% dos que vão ter gastos no Carnaval deste
ano possuem contas em atraso e entre estes a maioria (71%) possui o CPF em
cadastros de inadimplentes.
O Carnaval passado mostra que o excesso de gastos não planejados no orçamento
pode complicar a vida financeira do consumidor. Dados do levantamento revelam
que 13% dos brasileiros que fizeram compras na folia de 2018 ficaram com o nome
sujo.
O educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, alerta para os
excessos durante a folia e que podem custar caro ao bolso do consumidor. “O
Carnaval é um momento de descontração, mas se deixar levar pela empolgação, o
risco é passar o resto do ano com dívidas que vão comprometer o orçamento. É
necessário planejar os gastos com antecedência e evitar que a festa de alguns dias
se transforme em um pesadelo de vários meses”, orienta Vignoli.

Fonte: Newtrade

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