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Cashback ganha força no Brasil

Quando se fala em dinheiro, cada centavo conta muito para o consumidor na hora de realizar uma compra. Pensando nisso, o sistema cashback – que significa “dinheiro de volta” em inglês – tem ganhado cada vez mais força no país. Atualmente, o cashback funciona como um programa de fidelidade, que oferece um ou outro tipo de vantagem para conquistar os clientes. “O consumidor efetua uma compra e a loja devolve como benefício parte do dinheiro gasto”, define Guasti.

Para que esse tipo de sistema cresça, as empresas do ramo fazem parcerias com lojas físicas e online com o objetivo de ampliar a carteira de clientes. Na opinião do CEO da Méliuz, Israel Salmen, essa é uma boa ferramenta de marketing para os lojistas. “É um importante canal de divulgação com os consumidores, pois ajuda a aumentar as vendas e o tíquete médio das compras”, enfatiza.

A companhia já conta com 1,6 mil empresas parceiras para atender os mais de 4,8 milhões de usuários cadastrados, que podem receber o dinheiro resgatado diretamente na conta bancária ou poupança por meio do site ou do aplicativo.

Entre as campanhas já realizadas pela Méliuz, Israel Salmen destaca que o valor do cashback já chegou a 70% do valor do produto, mas, em média, o retorno oferecido ao cliente é de aproximadamente 5% do valor gasto no e-commerce e nos estabelecimentos físicos, como restaurantes e bares.

Outra empresa atuante no Brasil, o MyCashBack possui 300 empresas parceiras e também oferece o resgate de até 10% do valor do produto diretamente em uma conta bancária ou PayPal, além de possuir uma extensão no Google Chrome para lembrar os usuários a buscar seu cashback a cada compra.

O CEO da companhia, que chegou ao Brasil em novembro do ano passado, Tomer Gooterman, lembra que as pessoas eram “céticas” em relação ao serviço e não acreditavam que conseguiriam ganhar seu dinheiro de volta. “Quando perceberam que isso era real, começaram a compartilhar a novidade com seus amigos. Em pouco tempo de operação, já temos mais de 150 mil usuários cadastrados e esperamos alcançar mais 500 mil no próximo ano e gerar mais de R$ 10 milhões por mês”, projeta.

Esse é um ponto de atenção, segundo Pedro Guasti. “A comunicação sobre as vantagens e o funcionamento do cashback ainda precisam ser aprimorados”, alerta, sobre o desconhecimento e a desconfiança que podem existir entre os consumidores.

Fonte: Portal Newtrade

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