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Cesta de perecíveis e canais complementares de compra crescem

Novo levantamento Consumer Insights da multinacional de painéis de consumo
Kantar indica que a cesta de perecíveis foi a única entre os produtos de consumo
massivo (FMCG) a apresentar desempenho positivo no primeiro trimestre de 2019. E
mais: nesse período também se destacaram os canais complementares de compra –
atacarejo e pequeno varejo autosserviço.

O crescimento dos perecíveis foi de 2% em volume e 1,1% em unidades se
comparado com os últimos 12 meses até março de 2019. O movimento foi
impulsionado pela alta na penetração de sorvete, leite fermentado, água mineral e
sobremesa pronta dentro de casa e de biscoitos e bebidas fora do lar.

Entre os canais utilizados, o atacarejo se manteve como o preferido dos brasileiros
com crescimento de 3,9 pontos percentuais de penetração, ou seja, um ganho de
mais de 2,1 milhões de novos lares comprando no canal. Logo ao lado dele, o
pequeno varejo autosserviço se apresentou com ganho de 1,3 ponto percentual de
penetração, que representa 715 mil novos lares. “Estes dois canais se
complementam de acordo com os momentos e a missão de compra do consumidor
e apresentam crescimento”, analisa Giovanna Fischer, Diretora de Marketing e
Consumer Insights da Kantar.

Na contramão, o porta-a-porta encolheu 4,7 pontos percentuais de penetração e
supermercados da vizinhança e hipermercados registraram retração de 2,2 e 2,1,
respectivamente.

Ainda entre março de 2018 e o mesmo mês deste ano, a classe DE foi a única a
apresentar crescimento. Entre esta parcela, que corresponde a 25% da população,
houve um aumento de 6,3% no valor de compra e 3% na quantidade de unidades
consumidas. Por outro lado, as classes AB e C encolheram, especialmente a AB com
5% a menos em unidades.

O estudo apontou também que 78% das categorias perderam penetração e 70%
tiveram baixa na frequência no mesmo período. O principal fator de queda foi o
volume médio de compra por viagem com redução de 4,2%. Quanto à frequência, as
famílias brasileiras diminuíram em 1% a quantidade de vezes que vão aos pontos de
venda. No entanto, a cada visita, o ticket médio se manteve estável.

Na análise do consumo fora do lar, situações de compra que representam quase a
metade dos gastos, a redução na frequência foi mais significativa: 6 visitas a menos.
Além disso, o estudo da Kantar detectou 7,5% de decréscimo no valor de compra e
1,5% de diminuição em unidades em comparação aos dois últimos anos.

O estudo da Kantar concluiu ainda que a renda informal continua a ganhar espaço
no bolso do brasileiro como forma de equilibrar as finanças, isso porque o
consumidor ainda não se recuperou do momento pós-crise de 2015. Neste
panorama, metade das famílias ainda se endivida. Desde 2016, as despesas mensais
têm superado a renda, em média, 2%. Entre as classes mais baixas, os índices são
ainda maiores: as classes D e E desembolsam até 6% mais do que recebem, número
que cai levemente para 5% entre a classe C.

Fonte: Newtrade

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