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China assume o protagonismo do varejo mundial

Marcos Gouvêa de Souza, sócio-diretor do Grupo GS& Gouvêa de Souza, abriu esta edição do Retail Trends – Pós NRF 2019, evento da GS&MD Conteúdo e Relacionamento que traz os conteúdos e tendências do NRF Retail’s Big Show, falando sobre o exemplo da China, que se tornou um gigante no varejo mundial.

“Nesta edição do NRF, pela primeira vez, os Estados Unidos admitiram o protagonismo da China no cenário do varejo mundial”, afirmou Gouvêa. Ele trouxe o exemplo da Luckin Coffee, uma rede de cafeterias que surgiu há apenas 13 meses e já se espalhou pelo país. A previsão é que ela chegue a 4 mil unidades até o final deste ano. Outros exemplos do gigantismo chinês são a Tencent, que surgiu há apenas 20 anos e já tem um valor de mercado 80% superior ao da rede Walmart, e a gigante Alibaba, que se espalha pelo mundo com seu e-commerce que vende de tudo.

“Os Estados Unidos ainda continuam o maior varejo do mundo, mas a disrupção que vem da China vai transformar o mercado global”, explicou Gouvêa. A China está no caminho para se tornar a maior economia do mundo. “A previsão é que a virada aconteça em 2028. Indo mais para frente, em 2050, que está muito próximo, a economia chinesa deverá ser o dobro da americana. E não apenas a China, mas a Índia também deverá estar na frente dos Estados Unidos”, falou Eduardo Yamashita, COO do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

Esta mudança já está acontecendo e as empresas americanas estão sofrendo na China. Um exemplo são as ações da Apple, que caíram mais de 20%. As vendas lá vão muito mal, pior do que qualquer cenário poderia prever. “É um mercado agressivo, com uma concorrência brutal. A população é enorme e ávida por consumidor”, falou Yamashita.

A inovação é importantíssima e é nela que os chineses se destacam. Os modelos de negócio mudaram e verdadeiros ecossistemas surgiram na China, como a Tencent, Alibaba e muitos outros. Eles são organizações sem fronteiras, com negócios independentes e conectados, com uma coordenação central.

“O Alibaba percebeu em 2010 que tinha um problema em seu ecossistema. Alguns vendedores não produziam na quantidade necessária. Isso acontecia porque não tinham dinheiro e não conseguia empréstimos nos bancos. Assim, resolveram usar a força de outros membros do ecossistema”, contou Yamashita. Com isso, criaram uma empresa para financiar as demais componentes do ecossistema. “Os Estados Unidos acordaram para a China e nós devemos acordar também. Além disso, esse mundo tão volátil exige novos formatos de negócios. Este cenário está muito mais próximo do que podemos imaginar”, concluiu Eduardo.

Fonte: Mercado e Consumo

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