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Cinco dicas para ter uma equipe de segurança mais preparada

Muitos problemas poderiam ser evitados dentro das lojas, se o cuidado com esse tipo de serviço de segurança privada fosse criteriosamente respeitado e acompanhado de perto pelo setor.

“Antes de contratar, o supermercadista precisa avaliar se a empresa de segurança realiza treinamento intensivo e frequente com esses colaboradores, que envolve não apenas as questões técnicas, mas também comportamentais, de trato correto com todas as pessoas, e acompanhamento anual de avaliação psicológica. Além de participar ativamente da rotina desses seguranças, para que os protocolos pré-estabelecidos estejam claros diariamente”, esclarece Ricardo Franco, diretor comercial nacional do Grupo GR, empresa especializada em segurança privada para vários segmentos, incluindo o varejo.

No Brasil, o mercado de segurança privada é um segmento em ascensão. Segundo o VI ESSEG (Estudo do Setor de Segurança Privada), não só o número de empresas no setor de segurança privada cresceu 2,6% nos últimos anos, como também o número de agentes de segurança privada, que foi de 0,98%, nesse mesmo período, representando 553,9 mil profissionais atuantes.

Mas junto com esse crescimento é preciso haver também o desenvolvimento contínuo de um trabalho de inteligência estratégica aplicada. “O trabalho fundamental começa na prevenção para que a situação não chegue ao extremo. E essa prevenção se dá com treinamento intensivo, protocolos pré-estabelecidos – que precisam estar bem compreendidos pelo colaborador – e acompanhamento frequente. Conter uma situação extrema se torna mais difícil quando não nos antecipamos aos problemas”, afirma Franco.

E como o varejo possui uma prerrogativa de ter o controle de acesso mínimo, ele acredita que o único serviço prestado por uma empresa de segurança é o de vigilância, para contribuir com a melhoria desse ambiente. “E sendo assim, quando a segurança é provocada a única ação a ser tomada é o diálogo para isolar o problema e, se necessário, envolver o representante legal do estabelecimento, sem contato físico com a pessoa”, destaca.

Acompanhe a seguir outras cinco dicas fornecidas pelo especialista:

– Por lei é estabelecida a contratação somente de civis para trabalhar em estabelecimentos comerciais. E eles precisam ter concluído os cursos de segurança privada ou vigilante, que em hipótese alguma recomendam o uso da força ou arma letal.

– Em um plano de ação dentro da loja é preciso analisar sempre algumas frentes como: localização (região, índices e tipos de criminalidade); patrimônio (além das pessoas, o que é preciso proteger); arquitetura (se o local tem controle de acesso ou não, setores de risco, perímetro delimitado); e tecnologia (quais podem ser empregadas, sejam câmeras, alarmes, proteção perimetral, como muros, cercas, alambrados, entre outras).

– Dois fatores precisam ser considerados nas decisões de um plano desses: o controle de circulação e o acesso de pessoas. Exemplo: enquanto um condomínio ou uma indústria tem como princípio o acesso controlado e autorizado, no shopping a prerrogativa é diferente, por se tratar de um ambiente aberto a quem quiser acessar.

– É preciso considerar as diferenças de avaliação dos riscos, os índices de criminalidade e as culturas regionais. “Geralmente uma indústria ou supermercado que atua em diversos estados tem de 70% a 80% dos seus procedimentos padronizados, sendo que a variação de 30% a 20% será de procedimentos específicos, considerando os aspectos regionais”, por exemplo.

– A combinação do uso de tecnologia com a contratação de uma equipe bem treinada de agentes de segurança privada permite hoje haver um tempo de ação quase que imediato. Desta forma, é quase impossível, segundo Franco, pensar numa estratégia de segurança que não utilize os diversos recursos disponíveis no mercado.

 

Fonte: Super Varejo

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