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Cinco passos para equilibrar a gestão financeira

Foram 18 anos trabalhando no mercado financeiro até a decisão de adotar um rumo diferente. “Cheguei à conclusão de que quando a gente não tem mais nada a oferecer para a empresa e nem a empresa para gente, é hora de buscar outras coisas”, conta Ronaldo Cordão. Assim como milhões de brasileiros fazem todos os anos, o novo caminho adotado por ele foi o empreendedorismo. Cordão começou com uma fábrica de tecidos em sociedade com um antigo cliente.
Com o tempo, viu que nem os objetivos e nem a cultura empresarial dos dois estavam alinhados. Ao sair da empreitada, recebeu tecidos como pagamento. E foi com esse primeiro lote que Cordão criou, então, a Rede Center Panos Artesanato, em 2003 – transformando um negócio de tecidos em um negócio de materiais para artesanato.
Hoje, com seis lojas próprias e 19 franquias, a marca registra crescimento de dois dígitos por ano. Em 2016, foram R$ 22 milhões em faturamento e um crescimento nominal de 22%. Para este ano, a projeção é crescer 10% em termos reais. Parece, então, que tudo andou na linha ao longo dos anos. Mas não foi bem assim. Apesar de todo o background financeiro, Cordão se atrapalhou todo justamente na parte financeira da empresa. A começar pelo início da empreitada: ele usou todos os recursos da rescisão no negócio, em torno de R$ 100 mil. “Foi um risco, mas eu era solteiro, não tinha família e o produto era fácil de ser vendido”, conta.
O estudo de mercado foi feito enquanto empreendia e o cuidado com as finanças ficou em segundo plano. “Se eu tivesse tocado muito no financeiro na época, não teria chegado aonde cheguei. Se for muito racional é provável que seu tempo de crescimento seja diferente”, acredita. “Fiz isso com meu negócio, mas não aconselho ninguém a fazer”, pondera. É que educação financeira não é apenas para pessoas físicas. A falta de planejamento e de foco no caixa faz muitos empreendedores fecharem as portas. É a velha história, o lucro pode não chegar tão cedo, mas a empresa que fecha é aquela que não tem caixa.
Sem olhar atentamente para o caixa conseguiu abrir a segunda e terceiras lojas com recursos próprios e financiado pelos fornecedores – montava o estoque inicial com prazo de pagamento de 180 dias. Mas a sorte acabou na quarta loja, quando teve de comprar a parte do sócio, que se retirou do negócio por motivos pessoais. Para isso, contratou empréstimo, porque não tinha reservas. Como queria crescer, vendeu metade da empresa, quitou o empréstimo e adotou o sistema de franquias para financiar a expansão. “Foi tudo na oportunidade e seguindo minha intuição. Fiz o contrário ao que rege minha formação. É que o mercado é dinâmico e as oportunidades surgem. Se eu racionalizasse e fizesse a conta, eu perderia oportunidades”, acredita.
Hoje, conta, o empreendedor prefere gerenciar os riscos inerentes a qualquer negócio de outra forma. “A gestão financeira é importante e hoje tenho outras pessoas envolvidas no negócio e uma área que olha só par isso. Agora, não dá mais para errar. As dificuldades me fizeram entender o quanto é importante trabalhar olhando par o fluxo de caixa”, conta.

Enrosco financeiro – Cordão deu sorte ao não seguir a cartilha das boas práticas e, ainda assim, sobreviver. Mas nem todos conseguem. Segundo o Sebrae, 42% dos empreendedores que fecharam as portas não calcularam o nível de vendas para cobrir custos e gerar o lucro pretendido; e 39% não sabiam qual era o capital de giro necessário par abrir o negócio. No geral, o principal motivo para a falência é a falta de planejamento.

Fonte: Portal No Varejo

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