FCDL Notícias

Com a retomada da economia, negócios esportivos ganham força

Estima-se que o esporte profissional global tenha perdido mais de US$ 15 bilhões por conta da pandemia, isto considerando apenas as vendas de ingressos e produtos, patrocínios e exibições na TV. É o que afirma a Sports Value, empresa brasileira de marketing esportivo. O montante citado equivale a 2% do mercado esportivo a nível global. Já no Brasil, esta perda foi de R$ 1,4 bilhão em receita.

É importante destacar que as perdas reais para a economia são ainda maiores, já que o estudo não leva em conta todo o interesse que se aglutina em torno do esporte e movimenta diferentes mercados que rondam este ecossistema. Quando um torcedor compra um ingresso para um evento esportivo, provavelmente o seu gasto será muito maior do que o valor de entrada. Podemos citar toda uma cadeia que envolve comida, bebida, transporte, produtos temáticos e, claro, os impostos arrecadados em cada uma destas transações.

De acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV sobre o impacto nas PMEs que atuam com negócios voltados ao esporte, houve uma redução de 52% em relação ao faturamento, se comparado ao período antes da pandemia. Ao lado de segmentos como o de beleza, economia criativa e turismo, o esporte é um dos mais impactados desde 2020, perdendo investimentos. Aos poucos, devido à reabertura econômica e ao crescimento de vacinação no país, os negócios esportivos vêm retomando o fôlego.

Com isso, novas oportunidades estão surgindo no ecossistema do empreendedorismo esportivo. Por exemplo, empreendimentos com atividades ao ar livre e que envolvem poucos praticantes foram potencializados pelo distanciamento social. Modalidades como beach tennis e futevôlei são algumas das alternativas que cresceram nos grandes centros urbanos. Segundo a Confederação Brasileira de Beach Tennis (CBBT), no Brasil, existem mais de 200 mil jogadores desta modalidade. No estado de São Paulo, há, pelo menos, 700 quadras para a prática deste esporte, sendo 250 somente na capital paulista.

Também estão ganhando espaço as soluções digitais para a prática esportiva. Desde plataformas online para realizar treinos em casa, inclusive com modelos de assinatura recorrente, até marketplaces para comprar ou vender produtos esportivos usados, há diversas oportunidades para gerar valor por meio do esporte no ambiente digital. Segundo levantamento da Liga Ventures, há no Brasil 106 sportstech, que são startups com soluções usando tecnologia no mercado esportivo. Em 2020, porém, este número era de 135 empresas, o que sugere que parte delas não sobreviveu ao impacto da pandemia no setor.

Na avaliação de Pedro Daniel, diretor de esportes na consultoria EY, o ecossistema de empreendedorismo em torno do esporte está bem atrasado em relação a indústrias como financeira, educação e recursos humanos, por exemplo. “Estamos falando de um cenário inicial de profissionalização da indústria esportiva”, destaca o executivo em entrevista à Liga Ventures. “A boa notícia é que cada vez vemos o aumento da demanda por tecnologia no setor esportivo”.

 

Fonte: Wowh! Empreendedorismo

FCDL Notícias
  • Conheça 10 atitudes que destacam os melhores vendedores lojistas!

    Continue lendo Clique e leia
  • O que é comportamento empreendedor, segundo três especialistas

    Continue lendo Clique e leia
  • Sete dicas para melhorar a experiência do cliente nos atendimentos com chatbots

    Continue lendo Clique e leia
  • Como usar as redes sociais para vender mais

    Continue lendo Clique e leia
  • Os cinco pilares de um atendimento excepcional ao cliente

    Continue lendo Clique e leia
  • Confiança como ponto chave para o e-commerce

    Continue lendo Clique e leia
Veja mais