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Como a neurociência ajuda a ser um empreendedor melhor

Quanto mais os cientistas mergulham no estudo do cérebro humano, mais aprendizados surgem para tornar a rotina das pessoas eficiente. A neurociência aplicada ao mundo dos negócios traz aprendizados essenciais para quem deseja ser um empreendedor melhor a cada dia. E, segundo Flávia Lippi, a jornada diária de aprimoramento do cérebro começa com práticas relacionadas ao corpo humano.

“Algumas pessoas têm, naturalmente, talento para ser empreendedores. Mas nós podemos aprender e desenvolver a maior parte das capacidades, inclusive a inteligência empreendedora”, explica Flávia Lippi, jornalista científica e especialista em neurociência, em entrevista exclusiva. “Para melhorar qualquer aspecto da capacidade cognitiva, precisamos ter a nossa estrutura funcionando muito bem. Por isso, é preciso dar atenção à parte neurobiológica do corpo”.

Nesse sentido, há três pilares essenciais para maximizar as capacidades cognitiva. São eles: sono, alimentação e exercício físico. “São coisas básicas para ter produtividade sem perder a saúde”, afirma Flávia, que escreveu cinco livros desde o início da pandemia.

 

Dicas da neurociência para empreendedores

Cuidar do corpo não é a única lição da neurociência para o mundo dos negócios. Entender o funcionamento do cérebro ajuda a desenvolver estratégias cognitivas para impactar os consumidores de forma efetiva. É o que explica Martha Gabriel, pesquisadora das áreas de tecnologia, marketing e negócios, em entrevista ao Sebrae.

“Se você quer ser visto como autoridade em um assunto, antes de falar dele, seja sincero a respeito de outro assunto sobre o qual você não tem tanto conhecimento”, sugere a especialista. Esta prática mostra vulnerabilidade e faz com que o interlocutor saia de uma posição defensiva e crie empatia com quem está falando. “Depois, quando você começar a falar sobre o tema em que é autoridade, o interlocutor vai acreditar, pois você foi sincero no início da conversa”. Segundo Martha Gabriel, esta estratégia é frequentemente utilizada por marcas e palestrantes experientes.

Uma outra prática relacionada à neurociência é aproveitar a “preguiça natural” do cérebro humano. De acordo com a pesquisadora, o cérebro procura formas de economizar energia, e uma delas é incorporar conhecimento que vem de fontes confiáveis.  Se um consumidor ouve uma pessoa em quem ele confia falando bem de uma marca, o cérebro dele vai naturalmente criar uma boa imagem daquela marca, sem precisar realmente pensar sobre o assunto. Por isso, empreendedores devem, sempre que possível, estar próximos da comunidade de fãs da sua marca, pois esses “embaixadores” são um atalho para conquistar a confiança de novos consumidores.

Neurociência e a pandemia

Situações de crise, em geral, causam diversos impactos negativos no cérebro humano. Quando se fala em uma pandemia com tantos efeitos adversos para todos os aspectos da vida em sociedade, é claro que a capacidade cognitiva das pessoas é prejudicada.

 

De acordo com Ana Carolina Souza, fundadora da startup Nêmesis Neurociência Organizacional, o cérebro cria “vias expressas” para otimizar o raciocínio, e isso é realizado por meio dos hábitos.  “O hábito existe para economizar energia. Quando se muda a rotina, o cérebro volta a fazer um esforço maior, com mais regiões do órgão em atividade para realizar aquela tarefa que é nova, diferente”, explica a especialista em entrevista à The Shift.

Não à toa, 62% dos trabalhadores tiveram dificuldade para se adaptar ao home-office nos primeiros meses da pandemia. “Se é difícil para um cérebro único mudar de rotina, imagine para um conjunto de pessoas mudar vários comportamentos ao mesmo tempo. A pandemia fez isso e em um contexto negativo de instabilidade, ameaça, insegurança, estresse e sobrecarga. E não foi uma escolha, foi uma obrigação”, completa a neurocientista.

Nesse sentido, todo empreendedor deve entender que o seu cérebro, assim como o de colaboradores, fornecedores, clientes e parceiros, passa por um momento de adaptação ao “novo normal”. Portanto, ter empatia neste momento é fundamental, e ajudar os outros no processo de desenvolver uma rotina saudável novamente pode se tornar um diferencial competitivo no mercado.

Fonte: Whow! Empreededorismo

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