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Como as PMEs estão transformando o sistema bancário

Nos últimos anos, especialmente desde a chegada da pandemia da covid-19 no primeiro semestre de 2020, observamos um crescimento no número de pequenas e médias empresas no Brasil. Segundo o Painel Mapa de Empresas do Governo Federal, hoje são aproximadamente 18 milhões de companhias ativas no país: mais de 2,4 milhões dessas foram abertas em 2021 (julho/2021) e 3,3 milhões em 2020. Segundo dados do Sebrae, em março, os pequenos negócios representavam quase 99% de todas as empresas do país e eram responsáveis por cerca de 30% do PIB. Essa aceleração tem amplificado a demanda de produtos e serviços B2B em diversos setores e vem movimentando o sistema bancário, criando a urgência por uma oferta de soluções mais completa e com menores taxas, aliada a uma jornada mais simples.

Apesar do amplo potencial desse segmento para a indústria financeira e representatividade econômica, as pequenas e médias empresas ainda são desassistidas pelo sistema bancário tradicional. Além de um modelo ultrapassado e burocrático, há poucos produtos direcionados ao público, com ofertas muitas vezes atreladas à cobrança de altas taxas, e as melhores condições reservadas apenas para as grandes empresas. É o caso da busca por soluções de crédito, por exemplo. Mesmo sendo uma das principais demandas de quem quer abrir ou ampliar seu negócio, as PMEs brasileiras dificilmente têm acesso a esses serviços, seja por recusa das instituições financeiras ou por um portfólio desalinhado com a realidade e perfil dessas companhias.

Esses cenários, porém, vêm mudando com o surgimento dos bancos digitais no país. Além de contribuir para a modernização do sistema bancário, os novos bancos estão levando agilidade aos processos e trazendo novas soluções, com produtos customizados para atender às dores e particularidades das pequenas e médias empresas. A chegada de inovações tecnológicas ao mercado financeiro, como o Pix e o Open Banking, também tem contribuído para essa democratização, trazendo mais opções e competitividade.

Segundo pesquisa realizada pelo Banco BS2 entre junho e julho de 2021, que ouviu mais de 400 líderes e responsáveis por tomada de decisão em pequenas e médias empresas de todo o país, o movimento de migração das empresas para os bancos digitais tem se acelerado. Hoje, 30% das PMEs já possuem conta em bancos digitais, com 70% destas contas abertas nos últimos três anos. Não é algo passageiro. O mesmo estudo aponta que 3 em cada 4 empresas concentrariam sua operação financeira em um banco digital em futuro próximo. Enquanto isso, a maioria (62%) das PMEs que ainda não possuem conta em bancos digitais tem interesse em aderir à modalidade no futuro. Entre os motivos, menores tarifas, agilidade no atendimento, maior rentabilidade dos produtos e plataforma ou aplicativo de fácil utilização estão entre os principais fatores para uma mudança de instituição financeira.

E o que as PMEs buscam com essa movimentação? Vantagens financeiras, como o acesso a novos e diferentes produtos com taxas melhores, comodidade e agilidade oferecidas por uma experiência 100% digital, mas sem abrir mão de questões como segurança. Ou seja, uma rotina financeira facilitada pela oferta integrada de produtos e serviços (por meio de plataformas como os superapps, por exemplo) e de soluções personalizadas. E crédito adequado, com taxas e condições competitivas para quem não é gigante no mercado ainda.

O aquecimento das PMEs está pressionando mudanças cada vez mais rápidas em todos os segmentos e acelerando a transformação digital do setor financeiro. Se antes as PMEs sofriam de carência por parte dos bancos, o cenário está mudando e as instituições financeiras já começam a perceber o potencial de soluções dedicadas ao nicho, inclusive se especializando nesse público. A boa notícia para os empreendedores e empresários é que, finalmente, suas dores começam a ser endereçadas. A migração dessa parcela de negócios – que só tende a crescer nos próximos anos – para os novos bancos pressionam por um futuro digital menos burocrático e com mais simplicidade e modernidade para a rotina financeira das empresas brasileiras.

*Juliana Pentagna Guimarães é vice-presidente do Banco BS2.

Fonte: Whow! Empreendedorismo

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