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Consumo de produtos sem glúten cresce no país, aponta estudo

A Schär, especializada no segmento sem glúten, realizou uma pesquisa com
consumidores brasileiros sobre o comportamento de consumo de produtos sem
glúten. O estudo Consumer Insights é anual e foi realizado pela primeira vez em
2016 em quatro países europeus. Este ano, a empresa ampliou a pesquisa para 11
países, incluindo a Itália, Alemanha, França, Espanha, Reino Unido, EUA, Brasil, entre
outros.

No Brasil, foram entrevistados 1966 consumidores da base de dados da Schär.
Destes, 85,8% dos entrevistados ou seus familiares seguem uma dieta livre de
glúten, sendo que 45% entraram para a categoria nos últimos dois anos, um
indicador de que o número de diagnósticos vem crescendo constantemente,
duplicando a cada dois anos.

Mais de 70% dos entrevistados consomem produtos sem glúten por necessidade. A
doença celíaca foi apontada como o principal fator para adoção da dieta (40%),
seguida de sensibilidade ao glúten (33%); 14% dos respondentes afirmaram evitar
alimentos com glúten por sentirem que a proteína do trigo faz mal a eles e 10%
passaram a consumir produtos sem glúten para acompanhar outros integrantes da
família que adotam a dieta.

O estudo apontou que 75% do shopper é composto de mulheres em fase produtiva,
entre 25 a 54 anos. Esses números confirmam as estimativas mundiais que apontam
que 70% das pessoas diagnosticadas atualmente são do sexo feminino. A proporção
é de duas mulheres para cada homem.

Outra tendência identificada no estudo foi o crescimento da categoria de
alimentação inclusiva (que inclui outras intolerâncias e alergias). Assim como na
década de 90 quando os PDVs abriram espaço para os produtos dietéticos, os
alimentos inclusivos, dos quais fazem parte os produtos glúten free e sem lactose,
passam também a ser uma categoria relevante no ponto de venda.

Neste ponto, quando perguntados sobre outras restrições alimentares, 62,3% dos
entrevistados apontaram que a dieta sem lactose é o requisito dietético mais
comum. Esse fato também é esperado, pois estudos apontam que há correlações
entre a doença celíaca e outras intolerâncias. Pelo menos, 30% dos celíacos também
apresentam intolerância à lactose. Cerca de 88% dos consumidores passaram a
seguir uma dieta restrita a glúten após orientação de um profissional de saúde
(gastroenterologista; nutricionista e outros).

A pesquisa também apontou que 94% dos respondentes compram pão
regularmente (o item mais procurado pelo público). Desses, 91% preferem pães em
temperatura ambiente e apenas 9% compram pães congelados. Em média, 61% dos
clientes compram pães toda a semana, adquirindo com eles outros produtos sem
glúten.

A pesquisa também revelou alguns pontos de atenção indicados pelos
consumidores, que reclamaram especialmente da dificuldade de encontrar produtos
nos pontos de venda. Uma forma de aumentar a compra e o acesso aos produtos é
disponibilizar os itens sem glúten em prateleiras exclusivas no ponto de venda,
solicitação feita por 93,6% dos consumidores, evitando que o cliente precise
procurar os produtos dentro do estabelecimento ou em outros locais. Além dos
pães, outros produtos com maior interesse de compra apontado pelo shopper
foram os cookies e wafers, farinhas e bases para massas (96%).

O canal de compra preferido do shopper são os supermercados (86%) e mercearias
especializadas em alimentação saudável. Porém, o canal online tem apresentado
crescimento na preferência do consumidor; representando 23% das compras
frequentes. O ticket médio de gastos deste público é em torno de R$ 180,00 por
mês.

Estudos da Schär apontam que a marca representa de 25% a 40% das vendas totais
da categoria sem glúten no Brasil. No Consumer Insights, 86% dos clientes
informaram preferir produtos da marca e comprá-la regularmente. Os três atributos
principais apontados pelo consumidor para a escolha da marca foram: qualidade,
confiança e sabor. Os clientes também reforçaram a ampla oferta de produtos (84%)
como um grande diferencial.

Fonte: Mercado & Consumo

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