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Contratação de vendedores: no que as lojas erram

Alta rotatividade de vendedores nas lojas gera prejuízos e pode prejudicar
a imagem da marca

Quem atua no varejo sabe o quão importante é o trabalho do vendedor.
Na prática, será esse profissional quem vencerá possíveis resistências do
cliente. Por isso, contratar vendedores qualificados é uma das grandes
preocupações dos empresários, certo?

Nem sempre. Uma pesquisa divulgada em 2017 pela Foursales, empresa
especializada no treinamento de vendedores, mostrou que 75% dos
gestores entrevistados não tinham uma metodologia para contratarem os
seus profissionais.

A falha no processo de contratação pode gerar vários problemas à
empresa. Um deles é prejudicar a qualidade do atendimento e, com isso,
fazer com que a imagem da empresa fique arranhada.

Para alguns segmentos, o mau atendimento pode ser a gota d’água no fim
do relacionamento com uma empresa varejista. 74% dos idosos ouvidos
em uma pesquisa da Sociedade Brasileira do Varejo e Consumo (SBVC)
disseram que abandonam uma compra quando as expectativas com o
atendimento não são correspondidas.

O segundo problema que as empresas podem enfrentar é alta
rotatividade de funcionários, também chamado de turnover. Com o entre
e sai de pessoas novas na loja, a empresa precisa arcar com todos os
gastos relacionados ao processo de contratação — sem que esse
investimento, necessariamente, traga retorno.

As dicas da especialista para você contratar os vendedores
Para a especialista em Recolocação e Carreira e mestre em Educação
(UFPR), Taís Targa, ambos os problemas podem ser solucionados com um
processo de contratação eficiente. Ela dá algumas dicas, começando pelo
anúncio da vaga.

“A empresa tem um cargo que se chama ‘gerente de sucesso do cliente’,
mas o leigo não sabe o que faz esse profissional. É como um remédio,
existe o nome comercial e o nome genérico, então, use o nome genérico
para facilitar a compreensão”, explica.

Assim, depois que os currículos começarem a chegar, Taís sugere que a
empresa comece a afunilar o processo, sendo mais específica, mas sem
“exagerar nos pré-requisitos”. Para ela, deve constar no anúncio de vagas
apenas as qualidades essenciais.

“Às vezes, você está sentado diante de um profissional maravilhoso, mas a
arrogância do recrutador não permite que ele mostre isso”

A especialista ainda diz que não são apenas os candidatos a vendedor que
precisam cumprir requisitos, mas o contratador também. “Você tem que
verificar como está sendo a abordagem, se o profissional foi bem
recebido, se teve retorno positivo, se ele tinha lugar para sentar etc”,
explica.

Quando o participante de um processo tem uma experiência negativa, ele
pode compartilhá-la com outras pessoas, prejudicando a imagem da
marca. “Às vezes, você está sentado diante de um profissional
maravilhoso, mas a arrogância do recrutador não permite que ele mostre
isso”, opina.

Taís ainda é taxativa a respeito dos prejuízos que a alta rotatividade pode
causar a uma companhia. “Qualquer empresa que tenha alta rotatividade
está deixando dinheiro na mesa, pois há um investimento em
treinamento. A hora do recrutador, do gestor e do treinador são horas
caras. Por isso, a melhor maneira de economizar é contratar bem”,
explica.

Fonte: Portal Emobile

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