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Queda do dólar faz o varejo voltar aos itens importados no dia da criança

A desvalorização do dólar este ano abriu espaço para que as varejistas ligadas ao público infantil recheassem as gôndolas com os produtos de maior apelo para crianças: importados e licenciados. Agora, com os itens e marcas estrangeiras mais acessíveis, o foco é elevar o volume de vendas, mesmo com menor tíquete médio.
“A queda do dólar se refletiu muito na escolha das nossas coleções para atrair o cliente no Dia da Criança. Com isso conseguimos negociar e trazer produtos diferentes, além dos exclusivos licenciados”, diz o diretor de marca e produto da Imaginarium, Thiago Colares. Para se ter uma ideia, ante ao mesmo período de 2015, a moeda norte-americana está 19,5% mais barata. Neste ano, para aproveitar o dólar e garantir boas vendas – já que quase todos os produtos da marca são importados – a rede acertou o licenciamento de marcas como Star Wars, Família Dinossauros e Snoopy.
Ao todo, a varejista espera comercializar R$ 4 milhões em itens relacionados à data sazonal. “O tíquete médio vai cair um pouco, mas esperamos equilibrar essa conta com a alta esperada nas vendas”, garante, ressaltando que, no Dia da Criança de 2015, o gasto médio por venda nas lojas foi R$ 116, enquanto neste ano a perspectiva é R$ 108.
Fortalecer o mix de produtos licenciados também foi a estratégia da varejista Ri Happy. Para este ano, a empresa elevou o número de opções com marcas como Disney, Pokémon, Baby Alive e Miraculous. “A expectativa no aumento das vendas é de 6% em relação ao ano passado. O Dia da Criança é a segunda melhor época de vendas da rede, atrás somente do Natal”, conta a diretora comercial do grupo Ri Happy Sandra Haddad. Segundo ela, a marca também possui produtos exclusivos, com preços acessíveis, para atender todos os perfis de clientes.
Em lojas populares, como a Armarinhos Fernando a previsão é elevar as vendas entre 5% e 6% e, assim como a Imaginarium e a Ri Happy, os licenciados são a bola da vez “Observamos alta na procura e por isso negociamos melhor alguns produtos deste tipo. A queda do dólar também tornou os preços mais acessíveis”, admite o gerente-geral da loja, Ondamar Ferreira O tíquete médio por cliente deve ficar em R$ 155. No ano passado, de acordo com Ferreira, o índice foi de médios R$ 140.
Outro produto que também têm atraído atenção das crianças são os eletrônicos. Neste sentido, Ferreira garante estar com as prateleiras preparadas. “Importamos porque os eletrônicos são de melhor qualidade. Como eles têm sido muito procurados, aumentamos nosso mix”, diz Ferreira.
Para o presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burt, a aposta de Ferreira é assertiva. “Haverá avanço dos produtos eletrônicos. As lojas estão liquidando os estoques, e são promoções maiores do que nos anos anteriores, já que está mais difícil vender, diante da conjuntura.”
De olho em uma fatia desse bolo, a fundadora da rede Magazine Luiza, Luiza Trajano, diz estar preparada para qualquer tipo de negócio. “As mães estão controlando mais o tempo das crianças [com os recursos digitais] e valorizando o brinquedo, por isso priorizamos tanto brinquedo tradicional quanto o digital”, revela.
Enquanto as varejistas se preparam para garantir vendas, a ACSP se mostra. “A situação da economia continua muito difícil”, diz Burti. De acordo com ele a queda no faturamento na data será de 5% este ano. Apesar do dado, ele garante que a retração é menor que a vista em outras datas comemorativas. Outra questão importante é o apelo do dia 12 de outubro. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, 45% dos entrevistados se dizem pressionados a comprar presente para o dia 12 de outubro, sendo que 26% compram o que criança pede.

Fonte: Diário do Comércio, Indústria e Serviços

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