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Empreendedor deve questionar o mercado, diz fundador do Nubank

Uma cachorrinha comeu o cartão de crédito do dono. Ele entrou em contato com a empresa e recebeu, além de um cartão novo, um recado escrito á mão pelo atendente e um brinquedo para o pet. Este é um dos vários exemplos de atendimento do cartão Nubank que já surgiram na mídia. Na empresa, os atendentes contam com uma pequena verba para ações como essa.

Para David Vélez, CEO e fundador da startup, a atitude faz parte do básico na empresa que assumiu o desafio de mudar a forma como o consumidor enxerga o atendimento em instituições financeiras. “A única forma de conseguir ter um serviço muito bom é ter dentro de casa. A gente não contrata pessoas que estão lendo um roteiro, mas que criam um relacionamento com o cliente e continuamente estão pensando no produto final, em como melhorar o produto para que outros clientes não precisem ligar”, diz, em entrevista exclusiva a Pequenas Empresas & Grandes Negócios na sede da empresa, na capital paulista.

Trabalhando no Brasil com um fundo de investimentos, Vélez diz que levou oito meses para conseguir ter uma conta corrente. “Cada vez que ia ao banco tinha essa experiência de deixar minhas coisas em um armário, passar por uma porta giratória e pegar 30 minutos de fila. Parece um criminoso entrando na cadeia”, diz.

Para ele, o problema se agrava ao constatar que o consumidor brasileiro paga as maiores taxas de juros do mundo. “Por que o consumidor brasileiro paga os maiores juros e recebe essa experiência de criminoso? Cheguei á conclusão de que existia a chance de uma nova opção de serviços financeiros, muito voltada para uma geração jovem que gosta de tecnologia e internet e com foco grande em uma experiência agradável para o cliente”.

Foram dois anos de planejamento e organização até a primeira transação com o cartão roxo. A empresa não divulga quantos cartões já emitiu, mas afirma que recebeu mais de quatro milhões de pedidos e tem 400 mil pessoas na lista de espera. “A nosso filosofia é crescer no boca a boca. Não temos milhões de capital de marketing para investir como os bancos. O objetivo é ter um produto tão legal que o próprio cliente acaba vendendo por nós”, diz.

A estratégia parece estar funcionando e a empresa já tem sido apontada como uma das primeiras startups brasileiras a atingir a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado. “Em um horizonte de dez a 20 anos, a gente vê o Nubank em várias geografias e indústrias”, diz.

Entre as mudanças no futuro está a possibilidade de oferecer mais do que um cartão de crédito e disputar espaço direto com os bancos. “Temos alguns desafios em termos regulatórios, mas, no futuro, a gente se vê tendo outros serviços financeiros. Afinal, nosso nome é Nubank e não Nucard”, afirma.

Fonte: Portal Varejista

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