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Empreendedora faz sucesso com acessórios sustentáveis para pets

“Muita gente entra nesse mercado por amor a um bicho”, diz Petra Shie, 38 anos — que
também tinha um cachorro de estimação quando abriu seu negócio, a PetBamboo, em
outubro de 2016. “Mas minha decisão também se baseou em pesquisas. No segmento de
acessórios para pets, já existia uma briga muito acirrada para ver quem conseguia praticar os
preços mais baixos. Não quis ser mais uma empresa trazendo importados chineses baratos
para essa guerra. Resolvi apostar em produtos sustentáveis, produzindo uma linha inteira de
acessórios com esse diferencial.”

Petra escolheu como principal matéria-prima o bambu, que leva apenas de três a cinco anos
para crescer na natureza, e foi atrás de fornecedores certificados por órgãos ambientais, que
mantivessem relações justas com as comunidades produtoras.

Claro que esses cuidados deixam seu produto final mais caro (o tíquete médio fica por volta de
R$ 200), mas Petra sabia que havia um público disposto a pagar mais para ajudar a preservar o
meio ambiente. Com um investimento inicial de R$ 500 mil, produziu as primeiras linhas da
PetBamboo e montou um truck para vender os produtos em feiras e eventos.

Embora nessa época as vendas não fossem tão altas, Petra ganhou um ativo importante. “Eu
fui para eventos no país inteiro com o truck, e aquilo ajudou a construir a marca. Em
determinado ponto, percebi que a PetBamboo era mais forte do que as vendas da empresa em
si.”

Essa percepção acabou sendo fundamental na hora de apostar no formato de franquias —
afinal, boa parte dos royalties pagos pelos franqueados é justamente para o uso da marca.
Não foi uma estrada sem solavancos. “Cometi alguns erros. Achei que conseguiria colocar
meus produtos nos grandes pet shops, mas eles recusaram, por não acharem o preço
competitivo.”

Ursinho Snow, o mascote da PetBamboo (Foto: Tomás Arthuzzi)Ursinho Snow, o mascote da
PetBamboo (Foto: Tomás Arthuzzi)

A empreendedora decidiu, então, mudar os canais de vendas. Primeiro, apostou em uma
parceria com o PetLove, um dos principais sites de artigos para bichos no país. Depois, testou o
formato de quiosque em shoppings. Os resultados foram tão bons que fizeram a empresa
mudar seu modelo de negócios. Manteve o e-commerce, mas colocou o foco nas franquias.

A primeira unidade foi aberta em um shopping da avenida Paulista, na Zona Oeste de São
Paulo, em junho do ano passado. Em 2017, apenas com truck e e-commerce, a marca tinha
faturado R$ 356 mil. Em 2018, com o quiosque impulsionando as vendas no segundo
semestre, chegou a R$ 970 mil.

Agora, Petra prepara a expansão por franquias. “Hoje, percebo que aquele ‘não’ que
recebemos das megalojas acabou sendo bom, porque me fez ir atrás de outra solução”, diz a
empreendedora, que planeja abrir pelo menos três franquias até o final do ano. “O mais
importante é que encontrei um modelo para escalar os negócios. E usando um formato que as
marcas pet ainda não praticavam.”

 

Fonte: Pequenas Empresas Grandes Negócios

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