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Empreendedoras se destacam com inovações em alimentação

Inovação é a palavra-chave em tempos de restrições, intolerâncias e revisão de comportamentos alimentares. Das tantas quebras de paradigmas e mudanças comportamentais que a sociedade tem vivido, a alimentação está entre as mais significativas e polêmicas delas. A ação mais primordial para a sobrevivência de qualquer ser humano passou a levantar discussões não apenas relacionadas à saúde, mas sobretudo à ética. Comer passou a ser, também, um posicionamento. O mais gritante deles foi o crescimento da parcela da população que abre mão da carne ou de qualquer item de origem animal – os vegetarianos e veganos – pelo bem do meio ambiente e dos animais. Mas com a proposta do No Bones, isso não significa uma vida sem bacon ou linguiça; desde que não se faça questão de que sejam feitos de carne, pois, apesar do nome, esses e outros itens são produzidos sem qualquer matéria-prima de origem animal.

Marcella Izzo, proprietária do açougue vegano, contou durante sua participação no Whow! Festival de Inovação, que parte básica de sua atividade é testar os alimentos para entender como eles reagem ao tempo e à forma de cozimento e congelamento. Criar, ousar e testar é o lema dela, que é formada em arquitetura, para inovar. E como toda inovação, especialmente uma quebra tão significativa de paradigma, não ficou imune à desaprovação. “Um comentário que me marcou quando inauguramos o No Bones foi de uma pessoa que escreveu: pensei que açougue vegano fosse o hortifruti”.

Marcella hoje acha graça no comentário, até porque, ela tem outros motivos para sorrir. Além do ponto físico do No Bones inaugurado há um ano e meio no bairro de Perdizes, em São Paulo, o negócio também passou a oferecer entregas próprias e com parceiros terceirizados, abriu uma franquia em Niterói (RJ) e duas filiais chamadas de No Bones Express, em Taubaté (SP) e em Goias (GO), que atende apenas delivery.

Já Joana Ricci inovou voltando ao passado, àquele tempo em que os alimentos eram produzidos sem químicos – e em menor escala, claro. O que começou com uma kombi de orgânicos virou o Sítio São Sebastião, na cidade de Monteiro Lobato (SP), onde, além da produção de alimentos 100% orgânicos entregues em cestas, Joana Ricci recebe visita de crianças para uma imersão no mundo rural, para que conheçam a origem de frutas, verduras e legumes e a relação deles com o meio ambiente. “A industrialização [dos alimentos] mudou não apenas o paladar, a definição do que é gostoso, mas até mesmo a estética dos alimentos. Hoje, manchas e outras pequenas imperfeições das frutas, por exemplo, não são bem vistas e também não respeitamos mais a sazionalidade delas”, avalia.

A Qpod, por sua vez, se uniu à tecnologia para inovar. A produção de seus snacks saudáveis conta com um processo chamado de ‘liofilização’, que permite manter a saudabilidade e qualidade dos alimentos dispensando a necessidade de fritura e conservantes, que são vendidos em saquinhos pensando na praticidade na hora da alimentação rápida.

Marta Moraes, idealizadora do Qpod, aposta no aumento da procura por uma alimentação saudável para popularizar seu negócio, que hoje pode ter um custo proibitivo para uma parcela da população.

“A tecnologia que usamos ainda é cara, é a mesma técnica usada pela indústria farmacêutica, por exemplo, mas a minha missão é levar uma proporcionar uma alimentação de qualidade para o maior número de pessoas possíveis”. A recomendação para conquistar o cliente é que ele leia o rótulo e entenda os ingredientes e o processo que fazem parte daquele snack. A maior penetração no mercado, por enquanto, vem em forma de parceria com a i2go, empresa de acessórios para smartphones que possui totens espalhados por mais de 15 mil pontos e vendas.

De acordo com a empreendedora, o Brasil se tornou o quarto maior mercado do mundo para produtos alimentícios saudáveis, após quase dobrar em tamanho nos últimos cincos anos. A projeção é de que em 2019 esse segmento movimente R$ 109 bilhões por aqui. Marta lembra que não à toa as gigantes da alimentação não só se voltaram ao mercado de alimentação saudável como começaram a comprar as pequenas pioneiras que estavam atendendo a esse nicho, tendo seu exemplo mais emblemático na aquisição da Mãe Terra pela Unilever.

Fonte: Portal No Varejo

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