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Estratégias de comunicação para atrair a Geração Z

“A geração Z não obedece ao status quo”. É assim que Ricardo Wendel, criador da DIVI•hub, startup de economia criativa, define um dos seus principais públicos. E isso faz todo o sentido: as pessoas nascidas a partir da segunda metade da década de 90 apresentam comportamentos disruptivos se comparados com gerações anteriores.

Um dos principais motivos para isso é a Internet. A geração Z foi a primeira nascida e criada na era da informação e conectividade. Viveram conectados desde o início e, por isso, enxergam o mundo de forma diferente. Pensar em estratégias de comunicação específicas para esse público é medida essencial para manter seu negócio relevante. Entenda como fazer isso.

O que pensa e como age a Geração Z

De acordo com o relatório “Família, Futuro e Diversão: conheça as portas de acesso para a Geração Z”, do Think With Google, “a Geração Z – ou apenas GenZ – vem transformando a maneira de pensar, de agir e de consumir cultura. Muitas vezes, ela mesma produz o conteúdo que consome, sem intermediários”. Essa mudança no comportamento é o que determina a forma como essa geração irá se relacionar com o mundo. Para Ricardo, as estratégias de comunicação para Geração Z devem levar isso em conta.

“A principal diferença de comportamento entre as gerações é a maneira em que elas consomem conteúdo. Costumo dizer que só existe uma coisa mais famosa que os Beatles: a criação da internet. Diferente dos baby boomers, geração X e millennials, a geração Z é a primeira que já nasceu conectada à internet, dentro de uma cultura de busca e com a atenção voltada para as plataformas de streaming”, explica o fundador da startup que atua diretamente com essa forma diferente de entender o conteúdo.

Visão de futuro

As preocupações da geração Z também divergem um pouco se comparadas com as anteriores. São mais preocupados com o futuro, trabalho e qualidade de vida, buscando sempre formas de equilibrar tudo isso. De acordo com o estudo do Think With Google, 85% dos respondentes da pesquisa disseram estar dispostos a doar parte do seu tempo para alguma causa, sendo o meio ambiente uma das maiores preocupações. “A insegurança com o futuro marca a GenZ mais do que a geração anterior. Esses jovens cresceram sentindo os efeitos de uma crise econômica global, começaram a trabalhar em um mercado que está se transformando e temem os efeitos das mudanças climáticas”, afirma a pesquisa.

E isso reflete em todo o propósito de vida dessa geração. Com a insegurança com o futuro, esse grupo busca formas de driblar isso. Empreendedorismo, apoiar causas sociais, trabalhar com algo que ajude a sociedade de alguma forma são alguns dos comportamentos vistos pelas pessoas até 25 anos.

Estratégias de comunicação para a Geração Z

Toda essa mudança de comportamento de consumo envolve, também, a comunicação, já que é a partir dela que as pessoas interagem com o mundo e com seus pares. No caso da geração Z, permeada pelas redes sociais e canais digitais, estar atento às formas de comunicação torna-se ainda mais importante.

De acordo com Ricardo, esse grupo valoriza muito a comunidade em que está inserido, levando em consideração a opinião das pessoas que pensam como eles. Por isso, na DIVI•hub a comunicação é feita pensando nessa sensação de pertencimento. Mas essa é apenas uma das estratégias de comunicação para a geração Z. Confira mais algumas dicas para conversar com esse grupo de forma clara e eficaz.

1. Mostrar valores de forma clara

Preocupados não apenas com seu futuro, mas também com o de sua comunidade, esses jovens buscam consumir de empresas que vão ao encontro com seus valores e que se preocupam com as mesmas causas.

Também por isso a reputação da empresa vem se tornando cada vez mais importante para o mercado de consumo. Na hora de conversar com esse público, é importante que eles tenham a percepção dos valores e propósitos da empresa, mesmo que de forma subjetiva.

2. Ter autenticidade

É isso que a geração Z procura no mundo. Frases prontas, comunicação linear, falta de clareza no objetivo de uma campanha, tudo isso interfere negativamente na imagem que as pessoas desse grupo têm da empresa. De acordo com a pesquisa do Google, “64% dos respondentes disseram que gostam de um vídeo de marca quando ele é autêntico e fala a verdade sobre a empresa, ou seja, reflete a realidade”.

Além disso, os jovens são menos conectados com as marcas em si e se importam mais com o que a empresa faz do que com os produtos que oferece. Buscar pela autenticidade na hora de comunicar é algo que chama a atenção e aproxima o público da geração Z, fazendo com que se conectem com sua marca.

3. Produzir conteúdos dinâmicos e de entretenimento

A geração Z quer mudar o mundo, sim, mas fazer isso de forma divertida. Por isso o consumo de conteúdo é tão relevante para esse grupo e permeia praticamente todos os momentos da sua vida.

Por tamanha importância e espaço na vida desses jovens, a produção de conteúdo (adequada) é uma das estratégias de comunicação que podem ser utilizadas. “Com conteúdo de qualidade, pensando muito mais em um formato de entretenimento e experiência do que a simples propaganda”, explica Ricardo. Segundo ele, é importante que as empresas viabilizem a sensação de pertencimento para esses jovens que, consequentemente, estarão mais conectados com a marca.

4. Usar linguagem e formato adequados

“Eles esperam que as empresas falem sua língua e se portem como mais um membro dessa comunidade, como se a empresa fosse mais um peer”, explica o fundador da DIVI•hub. Ou seja, não basta falar o que eles querem ouvir. É preciso escolher o formato e forma correta de comunicar. É preciso estar onde eles estão, entender seus comportamentos e estar atento às tendências.

Outro ponto importante é que essa geração não tolera tão bem a interrupção. Ou seja, querem que a estratégia de comunicação esteja adequada com o que eles já consomem e não atrapalhem seus hábitos de consumo. É preciso pensar na integração do que é conteúdo e do que é publicidade.

5. Promover a sensação de pertencimento

Esse é o desejo da geração Z: pertencer. Estar inserido em uma comunidade que tenha os mesmo valores e propósitos de vida, que entenda motivações únicas que só os nascidos na era digital podem ter. Para se comunicar com esse grupo, as empresas precisam levar essa necessidade em consideração.

“Eles valorizam muito mais a opinião dos seus semelhantes do que uma comunicação unilateral, geralmente utilizadas por marcas para falar com as gerações anteriores. A geração Z quer fazer parte de alguma coisa e se comunicar de maneira muito mais direta com seus interesses”, explica Ricardo.

Todas essas estratégias de comunicação devem ser pensadas para o mundo virtual, utilizando os canais digitais disponíveis que mais atraem esse grupo de características tão únicas. Como orientação geral, o mais importante é não subestimar o poder de escolha e de mudança da geração Z, nem deixar de lado os valores que esse grupo carrega em tudo o que faz.

 

Fonte: Consumidor Moderno

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