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Expansão da Cacau Show tem interior de MG como estratégia

Tudo começou como um grito de independência. Um roqueiro de 17 anos queria provar sua autonomia financeira e resolveu resgatar uma atividade da mãe, a mineira Vilma da Cruz Costa, nascida em Varginha, no Sul do Estado, que vendida chocolates e vários outros itens de porta em porta. Ele começou com uma encomenda de 2.000 ovinhos de Páscoa e, hoje, 28 anos depois, Alexandre da Costa, 45, é o dono da maior rede de lojas de chocolates finos do mundo. Depois de São Paulo, onde a Cacau Show nasceu e concentra 32,5% do faturamento, Minas Gerais é o segundo maior mercado. Responde por cerca 10% das vendas e, a cada cem lojas do total de 2.023 em todo o país, cerca de 11 estão em cidades mineiras.

A força de consumo mineira redefiniu as estratégias da marca. Já são 219 lojas e, até o fim deste ano, a Cacau Show pretende inaugurar mais 11, todas no interior. “Minas é muito importante. Tanto que vai receber 22% das 50 lojas que vamos inaugurar no país ainda neste ano. Nas grandes cidades, já temos cobertura. Agora vamos focar num processo de interiorização”, destaca Alexandre.

O empresário afirma que, apesar do atual momento econômico do país, a marca não foi afetada. “Supérfluo é algo muito relativo. Quem gosta de chocolate não vai deixar de comprar uma trufa de sobremesa”, aponta. A Cacau Show, que tem mais de 250 itens, vende produtos de R$ 0,50, como tabletes de 5 g, até R$ 300, como uma cesta completa. O carro-chefe são as trufas, de R$ 2. Por mês, são produzidas mais 10 milhões.

Sem crise. Mesmo com a economia retraída, a previsão é produzir 20 milhões de quilos de chocolate, 8% a mais em relação aos 18,5 milhões de quilos de 2015. O dono colabora com o consumo. Alexandre confessa que, todo dia, come pelo menos 100 gramas de chocolate. A forma, ele mantém com academia e corridas. O empreendedor também participa do comitê de produtos que seleciona os lançamentos. Semanalmente, o departamento de pesquisa e desenvolvimento apresenta 15 novidades. Em média, sete, são aprovadas. Ele experimenta cada uma delas.

O faturamento, só da indústria, deve crescer 15%, de R$ 850 milhões para R$ 1 bilhão. “Considerando as vendas das lojas, a marca deve movimentar cerca de R$ 3 bilhões”, afirma Alexandre. Os investimentos também não pararam. “Estamos investindo R$ 80 milhões m novos equipamentos e na expansão, com um novo prédio de 52 mil m²”, conta. A inauguração está prevista para 2017 e vai dobrar a área da indústria, em Itapevi, na região metropolitana de São Paulo.

Rede lança modelo de microfranquia

Em tempos de ajuste no bolso, a rede Cacau Show também se adaptou. A franquia de uma loja padrão custa cerca de R$ 170 mil. Mas, neste ano, a empresa lançou um modelo de microfranquia, que demanda investimentos na faixa de R$ 40 mil. O diretor de expansão e novos negócios da empresa, Arlan Roque explica que o número de empreendedores no país está em alta.

Pensando nisso, Roque destaca que o grupo desenvolveu alternativas para atingir um público que queria abrir um negócio, mas não tinha o volume de recursos para investir em uma loja padrão. Foram lançadas, assim, as microfranquias de gelateria e também de chocolate.

Fonte: Portal Varejista

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