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Fluxo de caixa: quatro erros para sua empresa evitar

Por mais aquecidas que estejam as vendas nos supermercados, descuidos podem comprometer a saúde financeira no médio prazo

Estocar produtos foi a primeira reação de grande parte da população aos primeiros sinais de proliferação da Covid-19 no Brasil. Desde então, enquanto diversas outras atividades de comércio e serviços interrompiam suas operações, o varejo alimentar apresentava vendas bem acima da média histórica para o período.

Apesar dos números positivos, qualquer descuido com o fluxo de caixa pode mudar a direção dos ventos que hoje sopram a favor, comprometendo a saúde financeira da empresa.

Marcelo Siqueira, planejador financeiro, lembra que, mesmo com o forte aumento de receita gerado pelo comportamento do público no primeiro momento, é importante ficar atento às nuances da evolução do movimento.

Afinal, o consumidor não para de comprar de uma hora para outra. O segundo momento – que já começa a aparecer –  é de vendas em níveis não tão distantes do momento pré-pandemia.

Já para o período posterior, conforme ressalta o especialista, ainda não é possível avaliar com exatidão o impacto que a pandemia irá gerar na atividade econômica. No entanto, espera-se forte queda no orçamento das famílias, o que pode gerar comportamentos como downgrade de marcas e redução na compra de itens supérfluos.

“Fazer bem a lição de casa continua sendo fundamental. É preciso tentar deixar a estrutura enxuta, evitar desperdícios, controlar custos fixos”, exemplifica Marcelo Siqueira. Especificamente sobre o fluxo de caixa, o planejador financeiro cita quatro erros que sua empresa deve evitar:    

Erro 1 – Não olhar para frente

Esse é um equívoco de consequências muito sérias. Marcelo Siqueira recomenda que seja feito, neste momento, o exercício de prever despesas e cenários pelo menos até o final do ano – o prazo ideal é de 12 meses. Mesmo sendo difícil mensurar a receita de forma exata, ele lembra que boa parte das despesas é possível saber com antecedência. Dessa forma, há como antecipar situações como por quanto tempo o fluxo de caixa atual aguenta se houver queda de 10% no faturamento, por exemplo. Ao traçar cenários, é preciso considerar variáveis positivas e negativas que influenciarão o consumo no período analisado.

Erro 2 – Acreditar demais no status quo

Em qualquer situação, a crença de que o momento atual irá perdurar por muito tempo, ou então se repetirá em breve, atrapalha o processo de adaptação a novos cenários. A crise do Coronavírus está aí para mostrar como as coisas podem mudar rapidamente.  

Erro 3 -Exagerar nas compras

Claro que a loja precisa estar abastecida para dar conta da demanda. Mas o planejador financeiro Marcelo Siqueira lembra que, em momentos de vendas aquecidas, costuma acontecer uma certa empolgação de alguns varejistas, que acabam forçando a mão nos pedidos. A recomendação é  sempre avaliar bem se a oportunidade oferecida pelo fornecedor é, de fato, vantajosa. O impacto no fluxo de caixa deve ser considerado para saber qual será a redução no prazo de conforto ao fechar aquele pedido. Quanto mais curto for esse prazo de conforto com o fluxo de caixa, mais sérias e rápidas serão as consequências de uma compra mal planejada.

Erro 4 – Reduzir negociações

Não se esqueça de que boas negociações são sempre bem-vindas, mesmo em períodos de venda fácil. Acordos interessantes e colaboração com os fornecedores também ajudam neste momento. Os prazos de pagamento, por exemplo, precisam estar adequados à geração de caixa do supermercado.  

 

Fonte: Portal S.A Varejo 

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