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Foodservice brasileiro segue tendência de crescimento

O Foodservice é um dos mercados de consumo mais relevantes do país com
faturamento estimado em R$ 230 bilhões e mais de 14 bilhões de visitas aos
restaurantes em 2018 no Brasil. O segmento é um dos que apresenta maior
crescimento e já representa 34% dos gastos com alimentos dos lares brasileiros – e
os restaurantes deram sinais de recuperação no primeiro trimestre.

De acordo com dados da pesquisa de monitoramento do foodservice brasileiro
CREST, realizada pela GS&NPD no Brasil, o gasto do consumidor brasileiro em
alimentação fora do lar cresceu 5% na comparação com o mesmo período de 2018.

Esta recuperação, ainda que tímida, vem se mantendo desde o 3º trimestre de 2018,
tendo sido mais forte neste trimestre do que nos anteriores. O ticket médio do setor
cresceu 1%, o que demonstra que está controlado e contribui para um cenário mais
otimista do que o observado no início do ano passado. Ele torna o ambiente mais
favorável para o crescimento das visitas ao foodservice, que impulsionam o setor no
período.

O foodservice é um dos mercados de consumo mais relevantes do país, com
faturamento estimado em R$ 230 bilhões e mais de 14 bilhões de visitas aos
restaurantes em 2018 no Brasil. O segmento já representa 34% dos gastos com
alimentação dos lares brasileiros.

O setor é um dos principais indicadores do estado da economia, já que depende de
quatro variáveis econômicas: emprego, massa salarial, disponibilidade de renda
(inflação) e confiança do consumidor.

Entre esses fatores, destaca-se o nível de emprego e, consequentemente, a taxa de
desemprego. A maioria dos consumidores do foodservice se declara “ocupados”
(81%) na pesquisa CREST, indicando que aqueles que estão desempregados (7%)
preferem economizar.

Consequentemente, a taxa de desemprego tem alta correlação com o desempenho
do setor, de modo que à medida que a taxa de desemprego aumenta, o foodservice
se retrai, e vice-versa. No primeiro trimestre de 2019, a retração de -3% na taxa de
desemprego foi simultânea ao crescimento de +4% nas visitas do foodservice.

Este reaquecimento favoreceu especialmente as refeições realizadas em dias úteis,
que são os principais momentos em que os trabalhadores estão fora de casa. Hoje,
os dias úteis (segunda a sexta) representam 70% das refeições preparadas fora do
lar, e cresceram 8% no primeiro trimestre, quando comparado ao mesmo período
do ano anterior – significando um aumento de aproximadamente 3,5 bilhões de
refeições somente nos dias da semana.

Os dados indicam ainda que metade das visitas realizadas durante a semana se
divide entre almoço ou lanche da tarde, ainda atestando a vocação de atender à
pessoa que trabalha ou está fora de casa durante o dia. Quase 50% destas visitas
são individuais e/ou são realizadas fora do restaurante (pedidas via delivery ou
refeições levadas “para viagem”).

“O comportamento do consumidor, associado às principais variáveis econômicas,
constitui hoje o principal termômetro para entender e se posicionar no foodservice
brasileiro, um mercado jovem e em constante desenvolvimento”, afirma Volia
Simões, gerente de Inteligência de Mercado do Grupo GS& Gouvêa de Souza.

O Grupo GS& Gouvêa de Souza têm estudos que monitoram o Foodservice, tanto da
perspectiva do comportamento do consumidor, quanto no comportamento de
compra de restaurantes e transformadores, sendo líder em prover informações
relevantes para o segmento. O estudo CREST provém de um monitoramento online
e contínuo com 72 mil respondentes ao ano que reportam todas as informações
sobre as refeições realizadas fora de casa em um dia. São analisadas todas as regiões
e classes sociais, projetados pela população brasileira, de modo a representar a
totalidade do foodservice.

Fonte: Newtrade

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