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Franquias apostam em novos modelos de negócios para se expandir

Inovação pode ser vista como uma estratégia para fortalecer as marcas e tornar as empresas mais eficientes, seja para melhorar processos produtivos ou para ampliar a gama de serviços prestados. E inovar faz parte da agenda do franchising brasileiro. A rede de franquias de bares especializados em cachaça Água Doce Sabores do Brasil, por exemplo, tem um cardápio de realidade aumentada. Funciona assim: o consumidor baixa um app no smartphone e interage com as páginas destacadas no cardápio. É possível assistir a um vídeo que mostra a confecção de um drinque e até interagir, por meio da realidade aumentada, com um objeto 3D em formato de taça.

“O cardápio ganha vida e interatividade com essa ferramenta, o que ajuda a engajar o cliente com a marca e gera vendas”, explica Julio Bertolucci, diretor da rede. Desde dezembro de 2018, quando o serviço começou a funcionar, a rede teve aumento de 30% nas vendas dos produtos destacados no cardápio. “A tecnologia faz parte do cotidiano do consumidor e o varejo precisa acompanhar e adaptar sua operação e o atendimento ao cliente para gerar experiências de consumo marcantes”, explica.

Já a rede de franquias Bibi criou uma prateleira infinita, que integra as lojas físicas com o canal de e-commerce. Se o cliente está na loja, mas não encontra o modelo desejado, o atendente pode fazer a compra online e dar a escolha de retirada na loja ou  entrega em casa. O contrário também funciona: se preferir comprar online, o consumidor pode retirar o produto na loja mais próxima. “Ganha o franqueado, que faz a venda, e o consumidor, cujo desejo é sempre atendido”, afirma Camila Kohlrausch, diretora de marketing da Bibi.

Levantamento feito pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), em parceria com a Confederação Nacional de Serviços (CNS), revelou que 91,8% das franqueadoras entrevistadas introduziram alguma novidade nos negócios entre 2014 e 2016. E essa tendência deve continuar. “O movimento vem ganhando ainda mais tração com a economia em ritmo lento, as mudanças no comportamento do consumidor e o avanço da digitalização”, explica André Friedheim, presidente da ABF.

São investimentos em eficiência das operações, adoção de técnicas de gestão, novos modelos de negócio e tecnologias. “Inovar é uma das formas mais eficazes para a competitividade. Franquias consolidadas necessariamente precisam se reinventar para continuar a crescer”, afirma o economista e consultor de empresas Sergio Dias.

Setor em expansão

Além do investimento em tecnologia, modelos de negócio de baixo investimento e o processo de interiorização já começaram a ditar os novos rumos do franchising. Um levantamento da ABF registrou um crescimento de 8% das microfranquias de 2017 para 2018. O investimento inicial de até 90 000 reais é um dos grandes atrativos, pois facilita o acesso ao franchising, principalmente diante da alta taxa de desemprego e da crescente oferta de serviços no país. Outro benefício é que a operação pode ser feita em home office ou salas comerciais pequenas. “Isso permite o ingresso de empreendedores com diferentes perfis e de regiões diversas”, explica Friedheim. “Além do custo mais baixo, valem as mesmas vantagens das franquias em geral. O empreendedor tem acesso a um modelo de negócios formatado e testado, marca, produtos e serviços reconhecidos, além de compartilhar infraestrutura, recursos e experiências.”

Veja o caso da TRATABEM, braço do grupo iGUi voltado para pequenos investidores, que oferece tratamento, assistência técnica, manutenção e venda de produtos para piscina. O investimento inicial é de 68 000 reais, o que inclui taxa de franquia, kit inicial de produtos químicos, acessórios e suporte. Os produtos da loja são entregues pela franqueadora e podem ser instalados em locais onde seja possível compartilhar energia elétrica e dispensa instalação hidráulica.

Além de ser uma microfranquia, o modelo de negócios foi pensado por causa da forte expansão das franquias para cidades do interior. “A demanda por serviços profissionais de limpeza e manutenção de piscinas cresce ano após ano por todo o país, especialmente fora dos grandes centros urbanos, em regiões com chácaras e casas de veraneio, por exemplo”, conta Lilian Marques, diretora da TRATABEM.

“As microfranquias facilitam o ingresso em mercados menores e pouco explorados, mas também identificamos o movimento de interiorização em modelos de maior investimento”, conta Friedheim, da ABF. Por isso, é comum uma rede chegar a uma cidade com um modelo de quiosque ou home-based e, comprovada a demanda, expandir para uma unidade completa. “Elas têm um papel muito importante para a ampliação nacional do franchising”, finaliza. Isso explica por que o modelo de negócios é – e deve continuar sendo – dos brasileiros que buscam renda extra e dos investidores.

Fonte: Exame

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