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Greve dos caminhoneiros: preços sobem e cresce risco de desabastecimento

A cadeia de abastecimento já sente fortes impactos da paralisação dos caminhoneiros. No Ceagesp, entreposto paulista de onde saem alimentos para supermercados de boa parte do Brasil, a oferta de hortifrútis caiu, em média, 15% a 20%. Há relatos de que as entradas de batata e cebola caíram 95% no Ceagespep nesta semana.

Com isso, o reflexo nos preços já é evidente: só o preço do saco de batata vendido no atacado subiu mais de 150%. Outros produtos cuja produção é fora dos estado de São Paulo também apresentam gargalos no abastecimento, como mamão, manga, melão e abacaxi.

Na Ceasa do Rio de Janeiro, começam a faltar itens básicos como batata e couve, entre outros produtos. O saco de 50 quilos de batata, que antes custava R$ 60, agora é negociado por R$ 300, valor 400% superior ao preço normal. A distribuidora Estrela Real, uma das que funcionam na Ceasa do Rio, não recebe batata, alho, ovos e cebola desde segunda-feira. Nas palavras do gerente Antonio Carlos Vieira, é a pior paralisação desde 1994, quando ele começou a trabalhar lá.

No setor frigorífico, a situação também é crítica. Segundo informações da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes e da Associação Brasileira de Proteína Animal, 129 unidades produtivas de associados de bovinos, suínos e aves estavam paradas no dia de ontem. Na manhã de hoje, a BRF paralisou a produção em quatro unidades de abate de frangos e suínos.

A falta de produtos já gera preocupação em muitos super e hipermercados. “Mesmo com o esforço do setor de supermercados para garantir o perfeito abastecimento da população brasileira, identificamos que alguns estados já começaram a sofrer com o desabastecimento de alimentos e que isso poderá se estender para todo o Brasil nos próximos dias, se algo não for feito”, afirmou em nota a Associação Brasileira de Supermercados.

No Rio Grande do Sul, os problemas de abastecimento de mercadorias aos supermercados se agravaram desde o dia 23. Segundo Antônio Cesa Longo, presidente da Agas (Associação Gaúcha de Supermercados), não há risco de desabastecimento de produtos não perecíveis no curto prazo, uma vez que os supermercados gaúchos contam com estoque médio de 15 dias. Já a situação dos alimentos perecíveis é preocupante. “A partir dos próximos dias, se a situação não se normalizar, poderá haver desabastecimento em itens de hortifrúti, carnes, frios e laticínios refrigerados”, explica o presidente da Agas.

Fonte: Portal SM

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