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Hering vê 2017 como ano para recuperação de margem

O presidente da Cia. Hering, Fabio Hering, disse nesta segunda-feira que enxerga 2017 como um ano para recuperação de margens de lucro. Essa melhora no desempenho da companhia, segundo ele, virá graças a mudanças realizadas nas lojas e em produtos. O executivo vê poucos sinais de recuperação no cenário macroeconômico no próximo ano.

“O foco no próximo ano é gerar crescimento orgânico com a rede de lojas existente. Não há expectativa de ampliar a rede de lojas próprias e franquias, nem aumentar o número de lojas multimarcas atendidas. O foco é expandir as vendas na rede e voltar a ter crescimento em vendas ‘mesmas lojas’ (unidades abertas há mais de 12 meses)”, afirmou.

A exceção será a abertura de ‘outlets’ Espaço Hering, para vender coleções antigas que não tiveram sucesso nas lojas próprias e franquias. A companhia chega ao fim de 2016 com sete outlets e prevê abrir mais dois ou três no próximo ano. Segundo a empresa, esse tipo de loja tem apresentado crescimento de dois dígitos em vendas “mesmas lojas”.

Esse modelo, segundo a companhia, será um canal para desovar estoques antigos sem a necessidade de realizar promoções adicionais nas outras lojas da rede Hering. O executivo também disse que conseguiu reduzir estoques neste ano principalmente nas unidades de franquias. “A companhia vai terminar o ano com estoques mais baixos, mesmo se as vendas de Natal forem ruins”, afirmou o diretor financeiro e de relações com investidores, Frederico Oldani.

Fabio Hering observou que, neste ano, a companhia conseguiu reduzir o seu nível de estoques, fazendo menos remarcações de preços, o que afetou positivamente a margem bruta. A Cia. Hering também concentrou¬se no desenvolvimento de coleções com mais produtos básicos e maior número de itens com preços de R$ 29 a R$ 49 por peça no varejo.

Esse aumento das linhas com preços mais baixos, segundo ele, estão em de acordo com os desejos dos consumidores brasileiros neste Natal. Ele acrescentou que as linhas foram desenvolvidas de forma a oferecer boa margem de lucro, mesmo com esses preços, e oferecer um valor percebido mais alto para os clientes.

A Hering não deu projeção de vendas para dezembro. Informou que é preciso esperar os próximos dias para saber se haverá crescimento nas vendas. O diretor Oldani também afirmou que as franquias anteciparam as compras do quarto trimestre durante o terceiro trimestre e, por isso, a perspectiva de desempenho de vendas para lojas (“sell in”) é de um resultado mais fraco no quarto trimestre deste ano.

Reformas

A Cia. Hering informou que conclui, no dia 15 de novembro, o seu projeto de reforma de lojas de franquia com subsídios do grupo. A meta da companhia, de reformar cem lojas no país neste ano, foi atingido. Adriano Batistela, gerente de franquias e expansão da Cia. Hering, disse que o projeto envolveu lojas importantes em geração de receita em 18 Estados.

A Hering investiu R$ 8,8 milhões em subsídios às franquias para a reforma, reduzindo entre 30% e 40% o investimento que cada lojista precisava fazer nas reformas. O pagamento desse empréstimo será feito em 12 meses para a companhia, sem juros. Com as reformas, a empresa vai entrar em 2017 com 30% das suas lojas já com o novo modelo, ante 13% em 2016.

Do total aplicado pela Hering, R$ 6 milhões foram gastos no quarto trimestre deste ano. “No primeiro semestre houve dificuldades para obter adesão ao plano de reformas, por causa do cenário macroeconômico”, afirmou Batistela.

Fabio Hering disse que em 2017 a companhia deixa de financiar os projetos de reformas. “Não podemos tornar esse subsídio uma rotina. Isso foi feito neste ano com o propósito de acelerar as reformas, principalmente em um ano em que incentivar as reformas era muito difícil”, afirmou. Em 2017, segundo ele, a companhia vai promover reformas dentro do padrão normal, sem subsídios.

Economia

Em relação ao cenário macroeconômico, o presidente da companhia disse não ver perspectivas de um grande crescimento para o varejo. “O pico do desemprego que achávamos que seria neste ano ainda não aconteceu. A conjuntura macroeconômica ainda está muito ‘difícil”, disse o executivo.

Fonte: Jornal Valor Econômico

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