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Inteligência artificial: o varejo como você nunca viu

Tecnologia ajuda não só o e-commerce como o varejo físico, que tem uma
vantagem no uso da inteligência artificial em relação ao online

Os 4 Ps do marketing do varejo estão prestes a sofrer uma revolução
impulsionada pela Inteligência Artificial. Com a aplicação da ferramenta
em diversas etapas do negócio, as decisões sobre Produto, Preço, Praça e
Promoção se tornarão mais ágeis e tendem a ser cada vez mais assertivas
já que as informações sobre o comportamento dos consumidores será,
também, cada vez mais refinada.

A bem da verdade é que a AI (Artificial Intelligence) em termos de ciência
é algo bem antigo. Para se ter ideia, Alan Turing, considerado o pai da
técnica, morreu em 1954. E somente agora, mais de meio século depois, é
que o tema entrou de maneira significativa na agenda de profissionais de
marketing, vendas e estratégia.

O que mudou? Os smartphones

Hoje cada consumidor traz em sua mão, um aparelho com uma
capacidade computacional superior a uma máquina que precisava de mil
metros quadrados para ser instalada há algumas décadas.

Cada um desses devices com sensores que são capazes de coletar
informações precisas de direção, movimentação, localização, pressão,
além de de áudio, vídeo etc. E com um diferencial sobre qualquer os
outros computadores: o consumidor leva o smartphone para qualquer
lugar que vá.

Todas essas características aliadas à sua alta penetração na população –
um estudo recente da FGV indica que existem hoje cerca de 230 milhões
de smartphones ativos no Brasil contra uma população de 209 milhões de
pessoas – permitiram uma coleta massiva de dados. E são justamente
esses dados que são a matéria prima para a inteligência artificial.

Outro fator foi o desenvolvimento da computação em nuvem. Esses
parques tecnológicos com milhares de supercomputadores são capazes de
coletar, tratar e armazenar um volume de dados antes inimaginável.

Foram essas as principais mudança que permitiram a criação da
infraestrutura necessária para que a AI se tornasse aplicável em larga
escala no mundo dos negócios, no ambiente real.

IA no varejo físico

Com essa infraestrutura instalada, a inteligência artificial está trazendo
para o varejo físico uma inteligência que até pouco tempo atrás só era
acessível ao e-commerce. Só que com detalhe que fará com que a
aplicação no mundo físico seja ainda mais assertiva do que no digital:
enquanto no ambiente online os consumidores têm um comportamento
aspiracional, no real o comportamento das pessoas está de fato ligado ao
seu padrão de consumo dentro e fora do seu estabelecimento.

Em outras palavras, as peças que faltaram para se aplicar a AI no varejo
físico agora existem. Nesse cenário, começam a surgir suas aplicações que
revolucionarão o varejo. Uma das mais relevantes é que agora é possível
incrementar os serviços dentro das lojas e se estender a visibilidade do
comportamento do consumidor para além de sua loja.

Dentro da loja, por exemplo, está acontecendo um refinamento do uso da
AI. Hoje, além de usar a técnica para fazer contagem de quem entra e sai,
é possível criar algoritmos para entender a popularidade dos produtos, o
padrão de movimentação dentro da loja, o comportamento diante das
gôndolas, o padrão de venda e de consumidores de determinada loja,
região ou grupo.

André Ferraz, especialista em TI

Fonte: Portal No Varejo

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