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Intraempreendedorismo e inovação em uma empresa familiar

Intraempreendedorismo é a capacidade de ser empreendedor dentro de uma empresa que já existe. Ou seja, está associado ao conceito de “atitude de dono”: o funcionário, preocupado com os resultados do seu empregador, busca ir além do seu escopo de atuação para melhorá-los. Quando se trata de uma empresa familiar, o intraempreendedorismo é ainda mais importante, já que se espera que os membros da família busquem sempre o melhor para a companhia.

No entanto, o embate entre diferentes gerações em uma empresa familiar, por vezes, pode dificultar o intraempreendedorismo. Enquanto os mais velhos, que fundaram o negócio, se orgulham daquilo que criaram, os mais jovens olham para as novidades no mercado e buscam combater o formato tradicional com a inovação.

Pensando no segundo lado da equação, o segredo do sucesso está em desenvolver planos de negócio estruturados e apresentar resultados financeiros, sempre com o ROI (Retorno sobre Investimento) como norte. É o que explica Rodrigo Reis, diretor comercial da Reis Office, empresa fundada em 1984 por José Martinho Reis – seu pai.

“Não importa se o chefe é seu pai ou a sua mãe. É preciso montar planos e mostrar resultado”, explica Rodrigo em entrevista exclusiva. “Tem vezes que o plano não vai funcionar, é um risco. Mas isso é empreender”. A Reis Office é uma empresa da área de impressão, digitalização, transmissão e armazenamento de documentos. Desde que Rodrigo Reis assumiu a área comercial, há 13 anos, o faturamento do negócio cresceu dez vezes e hoje está na faixa dos R$ 7 milhões ao mês, segundo o executivo.

A jornada do intraempreendedor

Quando era adolescente, Rodrigo não tinha intenção de seguir os caminhos do pai. Sonhava em ser médico, mas esbarrou nos vestibulares. Acabou entrando na Reis Office como vendedor, e, em poucos anos, chegou a um cargo de gerência por ter alcançado a melhor performance nas vendas.

Passou pelos setores de qualidade e pela área técnica, onde mostrou sua capacidade de olhar para os negócios com o viés da inovação. Estabeleceu padrões de qualidade e desenvolveu processos online em 2005, quando poucas empresas estavam olhando para a internet. “O tempo médio de um atendimento técnico a um cliente era de 16 horas. Quando eu implantei a solução digital, caiu pela metade”, relembra.

“Depois de quatro anos, assumi a liderança da área comercial. Foi ali que eu trouxe inovação para o negócio mesmo, e não apenas nos processos internos”, conta Rodrigo Reis. O executivo notou, na época, a tendência dos serviços de assinatura em crescimento fora do Brasil e focou em outsourcing. Ao mesmo tempo, criou uma divisão de desenvolvimento de software para solucionar problemas dos clientes de maneira escalável.

 

Olhando para trás, Rodrigo se lembra de momentos em que era muito mais difícil movimentar equipes para desenvolver projetos inovadores. “Quando eu me tornei gerente da área técnica, eu tinha 21 anos. Imagine virar o chefe de pessoas com mais de dez anos de empresa nesse contexto. Era visto como ‘o filho do dono’. Criar a liderança foi muito difícil no começo. Isso se faz com exemplo e resultado”, conta. “Foi só quando eu de fato melhorei a rotina dos técnicos e trouxe resultados na prática que eu ganhei o respeito deles. Não era mais o filho do presidente, filho do Seu Martinho. Eu era Rodrigo, o gerente deles, que caminha junto, que escuta e que tenta resolver os problemas”.

Para quem busca se destacar em uma empresa familiar, Rodrigo Reis oferece dois conselhos sobre intraempreendedorismo. O primeiro é saber olhar para fora, estudar mercados para além do Brasil e, assim, identificar as tendências do setor em que atua. O segundo é saber dividir o profissional da relação familiar. “Tem momentos que vira trabalho 24 horas por dia. A cobrança extravasa o escritório e vai para dentro de casa”, diz.

Fonte: Whow! Empreendedorismo

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