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Justiça decreta falência da dona de rede de farmácias Farmais

A Justiça decretou a falência da Brasil Pharma (BPHA3) e das demais sociedades do
grupo, após acatar pedido da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da
Comarca de São Paulo, que reconheceu a “inviabilidade da manutenção da
empresa” e do plano de recuperação judicial.

O juiz Marcelo Barbosa Sacramone, na sentença, determinou a imediata alienação
dos bens da empresa e nomeou a Deloitte Touche Tohmatsu como administradora
judicial. A empresa, que detém a rede de farmácias Farmais, entre outros ativos,
estava em recuperação judicial desde janeiro de 2018.

Como explicou a empresa em fato relevante, o plano de recuperação ficou
prejudicado por pontos como o baixo valor arrecadado nos leilões de mercadoria e
ativos conduzidos; a rápida deterioração do valor de mercado dos pontos
comerciais, avaliados em cerca de R$ 55 milhões “em função de inúmeras ações
judiciais para retomada dos imóveis e não amparadas pelo benefício da recuperação
judicial”; e a suspensão do leilão da rede Farmais, “tendo em vista a suspensão dos
efeitos da decisão homologatória do Plano de Recuperação Judicial, que impediu a
alienação do ativo mais relevante da Companhia, avaliado no Plano de Recuperação
Judicial em R$ 150 milhões”.

Além disso, a companhia se disse impossibilitada inclusive de manter o pagamento
de honorários advocatícios e de acessar seus sistemas de informática e de controle
contábil, “o que lhe impossibilita gerenciar suas operações e realizar o pagamento
integral da folha salarial de seus colaboradores”, também de acordo com o exposto
no fato relevante.

De acordo com o juiz, “não há como rejeitar o pleito”, tendo em vista a incapacidade
da companhia de cobrir suas despesas administrativas, pessoais, financeiras e as
vinculadas aos credores. “Não é plausível manter a existência de uma empresa que
já confessou não ter condições de perseguir seu objeto social”, destacou.

Além disso, foi determinada a venda das marcas da companhia, mediante a
publicação de atual com primeira praça em 50% do valor da avaliação, segunda
praça em 30% e terceira praça com lances a partir de 10% do valor da avaliação. A
Mega Leilões será a responsável pelas vendas. O juiz também pede ao administrador
judicial que apresente a relação dos produtos para venda posterior.

A Brasil Pharma vai convocar assembleia geral extraordinária para que os acionistas
ratifiquem o pedido de falência. Vale destacar que a companhia chegou a ser a
terceira maior empresa do varejo farmacêutico nacional, com as redes Farmais,
Sant’Ana e a distribuidora Big Ben.

Fonte: InfoMoney

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