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Mercadinhos ganham espaço e fazem frente a grandes redes

Praticidade, agilidade e proximidade. Com essa trinca, os minimercados vêm
ganhando espaço nas cidades brasileiras mesmo diante da concorrência das grandes
redes. Nesses estabelecimentos, o proprietário costuma chamar os clientes pelo nome, avisa quando algum produto chega e pode até vender fiado.

Somente no Estado de São Paulo, o número desses estabelecimentos – também conhecidos
como mercadinhos de bairro – passou de 13,9 mil em 2014 para 22,6 mil em agosto
de 2018. Um aumento de 62% em apenas quatro anos. Na Capital, atualmente, são
5,2 mil minimercados.

“Um pequeno mercado tem mais agilidade e capacidade de adaptação que as
grandes redes, pois tem maior poder de decisão sobre seus rumos”, afirma o
consultor do Sebrae-SP José Eduardo Carrilho. Para ele, por estar mais próximo das
necessidades do cliente, o mercadinho é capaz de inovar e buscar soluções
“personalizadas”. “As grandes redes são impessoais, tratam seus clientes em bloco,
sem distinção. O pequeno mercado pode e deve fazer diferente”, diz.

Entre essas soluções, estão a aposta em um mix de produtos mais enxuto e voltado
para o perfil do público da região, assim como em investimento em tecnologia para
que o cliente posso ex­perimentar uma boa finalização da compra. “É fundamental
que o cliente saia da loja com a sensação de que a visita foi agradável e sinta prazer
em voltar. A agilidade, ra­pidez e eficiência são inerentes ao pequeno”, ressalta
Carrilho.

Para quem está pensando em investir no setor, uma regra é fundamental: o sucesso
de um mercadinho passa pela participação direta do proprietário no dia a dia. Isso
porque um dos principais atrativos para os consumidores é a proximidade e o bom
atendimento.

Acima do previsto

O empreendedor Renato Almeida Santos abriu há pouco mais de dois meses um
mercadinho em uma rua bastante movimentada do bairro de Sumarezinho, em São
Paulo. Junto com a esposa, eles já eram proprietários de outro mercadinho no
bairro do Limão. Mesmo próximo a dois supermercados, o novo estabelecimento
está faturando até acima do previsto. “Estamos em um crescente. A nossa vantagem
é que temos um contato mais direto com o cliente e as filas são menores que nos
grandes supermercados. A nossa prioridade é o atendimento”, afirma.

O local onde funciona o mercadinho anteriormente era um hortifrúti, e está em um
local próximo a muitos prédios residenciais e por onde muitas pessoas passam a pé
diariamente. “Trouxemos alguns diferenciais, como vinhos e produtos importados.

Uma coisa vai chamando a outra. Não deixamos a desejar em termos de produtos.
Nosso preço é um pouquinho maior (do que nos grandes mercados), mas a
qualidade é melhor, as frutas e verduras são selecionadas”, observa Santos.
Essa não é a primeira experiên­cia dele à frente de um negócio. Antes, abriu uma
loja de chinelos, que acabou fechando. Como os sogros já atuavam na área, Santos e
a esposa também decidiram investir – uma decisão que vem se mos­trando
acertada, segundo ele. “As mercadorias circulam mais, temos mais giro. Vejo que
temos um potencial grande de crescimento e o faturamento tem mostrado isso”, diz
o empreendedor.

Fonte: Portal Exame

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