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Mercado de food service cresce mesmo em tempos de crise

O setor de alimentação fora do lar se manteve em crescimento mesmo durante o período em que a crise econômica afetou o comportamento de consumo de grande parte dos brasileiros. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA), o faturamento deste mercado cresceu cerca de 85% entre 2010 e 2016. O setor de alimentação fora do lar (food service) representa 2,7% do Produto Interno Bruto nacional e movimentou, em 2016, R$ 184 bilhões. O tíquete médio de consumo naquele ano foi de R$ 13,40, um acréscimo de 8% frente a 2015.

Para apresentar a micro e pequenos empresários dicas e oportunidades de novos negócios em um mercado que segue aquecido, o Sistema de Inteligência Setorial (SIS) do Sebrae/SC destaca em seu relatório de inteligência tendências e tecnologias voltadas à área de food service.

O segmento compreende toda a cadeia de produção e distribuição de alimentos, bebidas, insumos, equipamentos e serviços que atendem estabelecimentos que preparam e fornecem refeições realizadas principalmente fora do lar. Mais da metade da população brasileira (56%) consome longe de casa e tem a principal faixa etária entre 18 e 49 anos. De acordo com o IBGE, estes gastos representam 25% da renda total dos brasileiros.

Entre os principais fatores que estimulam o crescimento está a expansão demográfica em regiões urbanizadas, o aumento do número de casais sem filhos – o que resulta em mais gastos com lazer e experiências gastronômicas – e a crescente participação das mulheres no mercado de trabalho – o que estimula o aumento de refeições feitas fora de casa. Segundo a pesquisa Brasil Food Trends 2020, a preferência é pelos restaurantes por quilo (27%), seguido pelas lanchonetes e redes de fast food (19%), restaurantes à la carte (18%), padaria (18%) e bares (11%).

Uma tendência que ganha força, em função da praticidade para o consumidor e do surgimento de aplicativos específicos, é a oferta de delivery por parte das empresas de alimentação fora do lar. Dados da consultoria Euromonitor apontam um crescimento de 20% desse mercado no último ano. Mas antes de implantar o sistema, analise se realmente o serviço é essencial para seus clientes, se o valor cobrado será viável e, principalmente, quais os motivos para você montar um delivery.

Lembre-se que este perfil de operação demanda uma série de investimentos: desde o atendimento via telefone com entrega terceirizada, até um sistema completo via website e aplicativo, cada formato possui preços e complexidades diferentes e itens como compra e manutenção de veículos, contratação de funcionários, implantação de sistemas e softwares, entre outros custos.

Para os restaurantes, é uma boa opção para aumentar a receita, mas o planejamento deve ser feito com muito cuidado: o aumento nos pedidos de busca pode interferir na operação normal do restaurante e causar lentidão no atendimento físico. Dessa forma, se o seu serviço de delivery crescer, é interessante criar uma área especialmente para preparar esses pedidos, a fim de manter a boa qualidade e a reputação do seu negócio.

Cuidados básicos para quem quer investir em serviço de delivery:
• Não atrasar as entregas – além do atraso já ser motivo para o desagrado do cliente, se a comida chegar fria, talvez o cliente jamais faça um novo pedido. Para áreas próximas, uma dica é a utilização da entrega por bicicletas que, além de garantir a agilidade, vai contribuir com a sustentabilidade do meio ambiente e com a imagem da sua empresa. Outra dica para agilizar a entrega é deixar uma linha telefônica (ou um whatsapp) exclusiva, com um funcionário específico, para cuidar dos pedidos online.

• Utilizar embalagens eficientes – o transporte também é algo crítico e a embalagem é ponto fundamental para garantir a boa aparência dos alimentos. Teste variados tipos de embalagem para chegar a uma que garanta a inviolabilidade e a integridade dos alimentos.

• Utilize programas de fidelização para oferecer vantagens ao seu cliente e incentivá-lo a fazer a propaganda boca a boca. Você pode utilizar estratégias como cupons de desconto, cortesias para acompanhantes, delivery gratuito para entrega de alguns produtos específicos, preços diferenciados para grupos, promoções para indicações etc.

Entre as principais tendências do food service que surgem no mercado estão: a criação de cardápios e dietas especiais para os cerca de 5 milhões de veganos no país, além dos vegetarianos e intolerantes a glúten e lactose, o que soma um mercado com grande potencial; os negócios itinerantes, como feiras gastronômicas, food trucks e food bikes também estão em alta – explore este mercado e ofereça produtos diferenciados; com a mudança de hábitos do consumidor para plataformas digitais, veja se seu negócio se enquadra em aplicativos como iFood e Abrafood (criado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes e disponível para Android e iOS).

Para quem busca mais informações e dicas para o mercado de food service, o SIS/Sebrae recomenda:

• Acompanhe as novidades e faça networking para aumentar sua rede de contatos.

• Participe das feiras de alimentos que acontecerão no País neste ano.

• Acesse o calendário de eventos disponibilizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação.

• Consulte também a agenda de eventos do SIS e fique por dentro dos principais eventos do setor.

Busque orientação do Sebrae/SC para receber auxílio no segmento de alimentos e bebidas. O atendimento pode ser feito pelo 0800 570 0800. É possível receber consultoria presencial, apresentação de soluções, esclarecimento de dúvidas, informações gerais e orientações empresariais segmentadas por região.

Fonte: Portal Varejista

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