FCDL Notícias

Mercados & Negócios: Confiança do consumidor avança 5,4 pontos em setembro na comparação anual

Indicador mostra que 30% estão otimistas com futuro da economia,
enquanto 57% esperam que sua situação financeira melhore nos próximos
seis meses

A queda do desemprego, somada ao avanço da reforma da previdência e
liberação de recursos do FGTS deram uma injeção de ânimo ao
consumidor brasileiro. Dados apurados pela Confederação Nacional de
Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC
Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor marcou 47,4
pontos em setembro, após alta de 3,3 pontos em agosto, quando foi
registrado 48,2 pontos. Na comparação com o mesmo mês de 2018, o
indicador apresentou alta de 5,4 pontos — quando o índice marcou 41,9
pontos. Pela metodologia, o indicador varia de zero a 100, sendo que
somente resultados acima de 50 pontos mostram uma percepção otimista
do consumidor.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, o cenário
positivo da atividade econômica nos últimos três meses, em que o
desemprego caiu de 12,7% no trimestre encerrado em março para 11,8%
no trimestre que terminou em julho, contribuiu para o resultado. “Ao
longo dos próximos meses, o anúncio de uma agenda positiva poderá
manter, e até aumentar, o quadro da confiança, recuperando o desgaste
do primeiro semestre”, analisa.

Apesar da melhora, ainda se observa uma certa frustração com a lentidão
na retomada econômica. De acordo com o levantamento, seis em cada
dez brasileiros (60%) avaliam negativamente as condições atuais da
economia brasileira. Para 30%, o desempenho é regular e apenas 9%
acreditam que o cenário é positivo. Entre os principais motivos da
avaliação negativa, os consumidores apontam alto índice de desemprego
(71%), alta dos preços (65%) e taxas de juros elevadas (33%).

Maioria dos brasileiros considera regular sua situação financeira

Quando se trata da própria vida financeira, a maioria (48%) dos
consumidores considera que sua situação não está boa nem ruim.  Por
outro lado, 35% têm uma percepção negativa e apenas 16% analisam sua
vida financeira como positiva. Entre os que dizem ter uma situação
financeira ruim, o principal motivo está aliado ao alto custo de vida (56%),
seguido do desemprego (30%) e da redução da renda familiar (24%). Em
contrapartida, para os que afirmam estar com uma boa situação
financeira, pesa o fato de se ter conseguido pagar as contas em dia (55%),
assim como fazer o controle das finanças (48%) e ter uma reserva
financeira (29%).

“Após meses de revisões de crescimento econômico para baixo, há um
cenário pouco mais otimista diante dos avanços na aprovação da reforma
da Previdência, as discussões que caminham para mudanças a partir da
reforma tributária e a liberação dos saques do saldo do FGTS”, explica o
presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

30% dos brasileiros estão otimistas com futuro da economia e 57%
acreditam que situação financeira deve melhorar

Ao procurar saber o que os brasileiros esperam do futuro da economia do
Brasil, a sondagem descobriu que as opiniões estão bem divididas.
Os otimistas formam 30% da amostra, enquanto outros 30% representam
os pessimistas. Há ainda 39% que não têm opinião formada.

Considerando o percentual de brasileiros otimistas com a economia, 39%
enxergam que teremos uma situação política do país mais estável do que
há alguns meses. Já 30% concordam com as medidas econômicas
adotadas pelo governo até o momento e 28% que as pessoas estão mais
otimistas. Outros 25% percebem uma melhora nos índices econômicos.

Entre as razões do pessimismo, 48% justificam observar uma alta dos
preços e por isso não acreditam em uma recuperação da economia. Além
disso, 43% não veem melhora perceptível no desemprego e 36% dos
entrevistados discordam das medidas tomadas pelo governo. Para 30%,
há o receio de que as instabilidades políticas contaminem o ambiente
econômico e para 23%, as leis e as instituições não favorecem o
desenvolvimento do país.

Quanto à própria situação financeira para os próximos seis meses, 57%
disseram estar otimistas. E as principais razões apontadas foram:
confiança na melhora das condições econômicas do país (43%), esperança
de conquistar um aumento de salário ou novo emprego (34%) e boa
gestão do orçamento (27%). Além desses, 19% estão investindo na
profissão. Em contrapartida, apenas 12% declaram-se pessimistas com a
própria vida financeira e 28% acreditam que a situação não está boa e
nem ruim.

Metodologia
Foram entrevistados 800 consumidores, a respeito de quatro questões
principais: 1) a avaliação dos consumidores sobre o momento atual da
economia; 2) a avaliação sobre a própria vida financeira; 3) a percepção
sobre o futuro da economia e 4) a percepção sobre o futuro da própria
vida financeira. O Indicador e suas aberturas mostram que há confiança
quando estiverem acima do nível neutro de 50 pontos. Quando o
indicador vier abaixo de 50, indica falta de confiança.

Fonte: Revista Varejo Brasil

FCDL Notícias
  • Conheça 10 atitudes que destacam os melhores vendedores lojistas!

    Continue lendo Clique e leia
  • O que é comportamento empreendedor, segundo três especialistas

    Continue lendo Clique e leia
  • Sete dicas para melhorar a experiência do cliente nos atendimentos com chatbots

    Continue lendo Clique e leia
  • Como usar as redes sociais para vender mais

    Continue lendo Clique e leia
  • Os cinco pilares de um atendimento excepcional ao cliente

    Continue lendo Clique e leia
  • Confiança como ponto chave para o e-commerce

    Continue lendo Clique e leia
Veja mais