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Natura confirma que compra da Avon está em “discussão”

A Natura confirmou, na última semana, que “vem mantendo discussões com a Avon Products, Inc.
a respeito de potencial transação envolvendo ambas as companhias”. A empresa se pronunciou
por meio de um comunicado ao mercado após questionamento da CVM sobre uma potencial
compra. O Wall Street Journal noticiou que a empresa de cosméticos brasileira estaria em
conversas preliminares com a Avon para compra da empresa. A Natura disse que “não pretende
fazer comentários adicionais neste momento, porém comunicará ao mercado quando
apropriado”.

Segundo as fontes do jornal, as conversas estão em estágio inicial – não há certeza sobre o acordo.
Eles dizem que existe a possibilidade de a Natura comprar as operações da Avon na América do
Norte, que fazem parte de uma empresa separada e privada, bem como Avon Products, geral, de
capital aberto.

Faz três anos que as operações da Avon foram separadas em duas. Agora, 80% das operações nos
EUA e Canadá pertencem à Cerberus Capital Management. O motivo principal foi a tentativa de
fortalecer a operação internacional em meio a uma grave crise – foram anos com quedas nas
receitas. No último trimestre, a receita veio abaixo das expectativas do mercado, números que
geraram queda de 19% após a publicação do balanço.

Já a Natura, que também detém a Body Shop, viu lucro de 48% no quarto trimestre de 2018, e
vem atuando na compra de ativos que considera positivos para seu negócio central. Para fazer as
aquisições, criou uma holding global chamada Natura & Co.

Negativo à primeira vista
Para analistas do JP Morgan, o negócio pode ser, em um primeiro momento, negativo para a
Natura, que ainda está em fase de consolidação da compra recente da The Body Shop. A aquisição
da Avon “poderia adicionar camadas completas a uma trajetória já complexa de retomada, além
das chances de maior diluição a receita por ação”.

De acordo com eles, o posicionamento atual da Natura, muito focado em produtos ‘eco-friendly’
ou com pouco impacto ambiental, estaria em risco com a entrada da Avon. As empresas poderiam
demorar um tempo relevante para realizar as sinergias necessárias.

Por outro lado, a aquisição significaria menor concorrência no mercado brasileiro de vendas
diretas, onde a Avon é a maior competidora da Natura, e ganho de escala nos canais de
distribuição, além do crescimento potencial fora da América Latina.

Fonte: InfoMoney

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