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Novidades em ar condicionado geram economia

Quando está tudo certinho, ninguém percebe. Mas quando falha, todos lembram que existe um aparelho de ar condicionado no ambiente. Parece simples, mas manter o sistema de refrigeração de grandes empreendimentos na temperatura certa é uma missão desafiadora, que requer uma equipe de manutenção afiada e gestores de operação atentos às novidades desse mercado.

O motivo é simples: os equipamentos de ar condicionado representam cerca de 30% do consumo de energia. “Estudos mostram que em shopping centers que possuem equipamentos tecnológicos mais antigos, o nível de consumo do ar condicionado representa algo em torno de 40% a 50% do gasto com energia em casos mais extremos. Para efeito de comparação, se considerarmos um super ou um hipermercado, o ar condicionado representa 30% e a refrigeração dos balcões e ilhas outros 30%”, afirma Eládio Pereira, gerente de desenvolvimento de negócios da Danfoss.

Luiz Emilson Leiria, gerente técnico comercial da Artemp, vai além. “Depende do tipo de sistema instalado, do tipo e do porte do shopping. Os sistemas menos eficientes podem consumir entre 60 e 70% da energia demandada pelo empreendimento. Cada caso é um caso. Entretanto, não há dúvidas de que se deve ao ar condicionado a maior parcela do consumo energético de um shopping”, explica. Mais: eles impactam diretamente a experiência de compra dos consumidores.

A missão então é criar um ambiente confortável, mas com economia. Não à toa o tema recebe atenção constante da indústria. Hoje, os sistemas mais utilizados pelos shoppings são os splits e os chillers. José Carlos dos Santos, diretor de assistência técnica da Padron Climatização e Automação, explica que esse sistema é do tipo expansão indireta: a água é resfriada por meio do equipamento central (o chiller) e ela é “lançada” para o ambiente por meio dos climatizadores. “Na prática, os sistemas mais adotados e os mais vantajosos são os que usam água gelada para retirar o calor dos ambientes”, afirma Leiria.

Para ele, contudo, as melhores soluções são aquelas que permitem o desligamento das máquinas principais nos horários de tarifação de ponta, por meio do uso de termoacumulação e as que possibilitam tratar o ar externo (desumidificação, resfriamento e filtragem) antes de fazer sua circulação pelo interior do shopping. “Os sistemas de automação hoje disponíveis, quando agregados aos sistemas de ar condicionado, os tornam mais eficientes e melhoram em muito os controles de demanda de energia”, afirma. O projeto de ar condicionado do ParkShoppingCampoGrande (RJ), por exemplo, já nasceu com sistema de refrigeração funcionando dessa forma, em termoacumulação – que permite uma redução no consumo de energia em torno de 15%.

Funciona assim: o sistema produz água gelada durante a madrugada ou em outros horários cujo custo de energia é menor. Esse acúmulo de água gelada é usado, então, em horários de maior movimento – quando o shopping está mais cheio e, portanto, requer uma refrigeração mais potente. Para manter o ambiente na temperatura ideal, o sistema liga automaticamente 27 minutos antes da abertura do empreendimento.

Projetos e manutenção

Para ser eficiente e não representar um percentual alto no custo total de energia de um empreendimento, o projeto de ar condicionado deve ser feito de forma cuidadosa e deve prever várias variáveis. “Depende do tamanho do local, do investimento inicial, do consumo de energia, da facilidade de instalação e de equipamentos complementares que deverão ser considerados. Esses pontos são os principais para a tomada de decisão dos equipamentos”, explica Pereira, da Danfoss. Ele explica que é preciso considerar no projeto todos os pontos pertinentes que devem influenciar na carga térmica do empreendimento. “Quanto menor a carga, menores os equipamentos de ar condicionado e, consequentemente, menor o consumo de energia”, afirma.

Entende-se por carga tudo aquilo que gera calor: a estimativa de circulação diária de pessoas, número de lojas existentes no complexo, quantidade estimada de equipamentos eletrônicos que geram calor e carga térmica, a arquitetura do local – se ele possui uma boa iluminação natural ou se consome energia com iluminação artificial –, o posicionamento em relação ao nascer e o pôr do sol e os estudos de temperatura ambiente na região onde se está instalado. “O histórico de temperaturas da região ajuda os projetistas a determinarem o tipo de condensação que será usado e o quanto esse ar condicionado poderá consumir de energia, entre outros pontos relevantes e com mais detalhes”, considera Pereira.

Segundo Leiria, em resumo, é preciso considerar os ganhos térmicos externos (por fachada e cobertura) e os ganhos internos (pessoas, iluminação, equipamentos etc.). Mas ele atenta para as oscilações que são comuns em locais como estes. “A carga térmica oscila bastante durante o dia, principalmente em função das taxas de ocupação, da praça de alimentação, cinemas e outros. Em função disso, é necessário fazer um estudo mais aprofundado destas variáveis para que não haja nem superdimensionamento nem subdimensionamento do sistema”, afirma o especialista.

Depois de bem dimensionado, há ainda outra preocupação, a manutenção preventiva. A ideia é prolongar a vida útil do ar condicionado e, assim, conseguir manter em níveis baixos o consumo. “Como em qualquer sistema de ar condicionado a manutenção preventiva dos equipamentos, bem como, das instalações, é a garantia de que os mesmos irão operar conforme o projeto e com o consumo de energia previsto”, atenta Leiria, da Artemp.

Ele explica que, no caso de shoppings, é usual que haja uma equipe de manutenção, com operadores e um supervisor ou um gerente de manutenção, de uma companhia credenciada pelo fabricante do equipamento. “Essa empresa será, então, responsável pela operação do sistema dentro das premissas estabelecidas de conforto e consumo energético, além de garantir a vida útil dos equipamentos e materiais de instalação”, reforça. Ele afirma ainda que a empresa de manutenção tenha técnicos, instrumentação e ferramental compatíveis com a tecnologia instalada.

“As manutenções preventivas são realizadas mensalmente seguindo um plano de manutenção previamente elaborado de acordo com o PMOC (Plano de Manutenção de Operação e Controle)”, afirma Santos, da Padron. Esse plano segue a Portaria 3523/98 e a Resolução, RE nº 9/2003, ambas do Ministério da Saúde. Ele ressalta a importância da manutenção dos filtros de ar das unidades climatizadoras para garantir uma boa qualidade do ar.

Há opções como o uso de free-cooling por meio das torres de resfriamento. “Há novidades e soluções de engenharia térmica que, se bem aplicadas, podem tornar os sistemas mais econômicos e sustentáveis, além de garantir o conforto do usuário”, reforça Leiria, da Artemp. “O importante é que, dentro das novidades e das tendências de mercado, se faça sempre uma análise do que o cliente realmente necessita. Não há uma receita pronta”, conclui.

Fonte Portal Gouvêa de Souza

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