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NRF Retail’s Big Show aponta que é hora de reinventar o varejo

A importância das pessoas para que o varejo ofereça experiências de compra únicas e prospere em um futuro digital é cada vez maior. Esse foi o principal insight da NRF 2017, o maior evento de varejo do mundo, que ocorreu nesta semana em Nova York, na opinião de Alberto Serrentino, sócio-fundador da Varese Retail e diretor técnico da delegação BTR Varese, que levou 270 executivos de varejo para o evento e teve apoio de NOVAREJO.

“Essa foi minha 20ª NRF consecutiva e em nenhum ano o tema foi tão discutido quanto agora”, comenta Serrentino. “Isso mostra que as empresas perceberam que, mesmo diante de toda a transformação tecnológica que vivemos, são as pessoas e o toque pessoal que mudam os perfis de comportamento e demanda”, afirma.

Isso não significa, porém, que a NRF tenha sido uma volta a um passado analógico. Muito pelo contrário: a transformação digital é uma realidade no varejo americano e indica o caminho a ser seguido pelas empresas brasileiras. “A transformação digital começa pelo que o cliente não vê, pelos fundamentos do negócio. É preciso desenvolver uma cultura digital e repensar o que é o varejo, pois os modelos atuais não respondem mais às demandas dos clientes”, decreta o consultor.

Com isso, mudanças em modelos de negócios são inevitáveis: a rede de shopping centers Westfield, por exemplo, já tem 20% das receitas provenientes de itens como locação de eventos, mídia e serviços que envolvem tecnologias digitais e análise de dados. “A monetização do varejo do futuro vai muito além da venda de produtos na loja ou no site”, comenta.

A loja física, nesse novo varejo, incorpora aspectos digitais e elimina as fronteiras entre o que é online e off-line. A relevância das lojas não está mais na venda de produtos (já que o cliente pode obter os mesmos produtos comprando online), e sim na experiência e em um processo de compra de baixo atrito. “A hospitalidade, o atendimento, descomoditiza o varejo, e nisso as pessoas novamente são muito importantes. Mas isso não funciona sem tecnologia”, comenta Serrentino.

Para oferecer uma experiência realmente relevante ao consumidor, o varejo precisa aproveitar as informações disponíveis e entregar personalização e solução de problemas. “A computação cognitiva tem um papel importante nisso, e nesta NRF começamos a ver aplicações práticas mostrando o caminho a ser seguido”, afirma Eduardo Terra, diretor técnico da delegação BTR Varese. “É uma fronteira que transforma o processo de gestão e permite que o varejo identifique novas fontes de receita e oportunidades de negócios”, completa.

Eduardo Terra: “A computação cognitiva tem um papel importante nisso, e nesta NRF começamos a ver aplicações práticas mostrando o caminho a ser seguido”. Terra também elenca outras tecnologias que em breve farão parte do dia a dia do varejo, como Realidade Aumentada, Realidade Virtual, Robótica e o uso integrado de sensores e câmeras. “Nenhuma dessas tecnologias está no campo da ficção científica, muito pelo contrário: todas elas apareceram no mundo dos games e do entretenimento e estão disponíveis a baixo custo. É uma questão de incorporar aos modelos de negócios e criar inovações de forma estruturada e constante”, finaliza o consultor.

Fonte: Portal No Varejo

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