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O grande desafio do varejo: usar dados com sabedoria

Este ano, Novarejo participa da NRF com a delegação BTR-VARESE. Vamos
proporcionar à nossa audiência uma visão de tendências e de opinião que
sejam relevantes para nosso momento. O ano de 2019 promete trazer uma nova
dimensão competitiva. A tecnologia e a habilidade de processar informações farão a
diferença entre varejistas bem-sucedidos e aqueles que estarão mais propensos ao
fracasso.

Um bom exemplo foi o painel “Desafios e práticas para implementar a ciência de
dados de modo efetivo”, em tradução livre, que reuniu John Hart, Chief Information
Officer da Carhartt, John Oberon, CEO da DecisionMiners e Tracy Welson- Rossman,
da Tech Girls.

A implementação bem-sucedida da tecnologia avançada do machine learning
começa pela compreensão das ramificações que essa tecnologia terá em todos os
aspectos do varejo. Como as diferentes redes varejistas poderão gerenciar de modo
mais qualificados os dados e processos que permitam utilizar os dados de modo
inteligente e eficaz.

Tracy é ela mesma uma cientista de dados e se dedica a compreender o que motiva
os consumidores a comprar. Em sua experiência de varejista, tanto em lojas físicas
quanto em operações on-line, ela procura ensinar redes varejistas a compreender o
poder dos dados. Quais são os desafios reais para fazer a ciência de dados funcionar
no varejo? Para John Hart, os varejistas precisam entender que precisam abrir vagas
para profissionais com habilidades distintas ou estranhas ao negócio: engenheiros,
analistas de dados e precisam confiar neles. Mas sobretudo, é necessário
compreender que os dados são a essência de um negócio centrado no cliente.

Simples assim. A inteligência da máquina ajuda os líderes a serem melhores. John
Oberon, que trabalha com dados há 20 anos, diz que os dados constroem novas
perspectivas para o negócio.

Experiência, decisões e foco no cliente são dimensões que os varejistas precisam
cobrir para realmente entender a força dos dados. “É necessário fazer as perguntas certas”, destaca Hart. Dados por si só não falam nada. É fundamental ter a
habilidade de compreender o que deve ser respondido por ele. Hart enfatiza que é
necessário ter alguém no time capaz de compreender estatísticas e de identificar
corretamente os melhores insights.

Oberon, por sua vez, comenta que os dados permitem fazer múltiplas simulações
que orientam as decisões. Testes com ofertas, mix, formatos podem ser
desenvolvidos e monitorados rapidamente, e então permitir decisões mais
acuradas.

Falar de dados significa identificar oportunidades e permitir mudanças rápidas. A
tecnologia muda rápido e tudo está interconectado. Essa dinâmica cria
oportunidades constantemente e o varejo precisa acompanhar essa velocidade.
Os debatedores comentaram que o uso de metodologias ágeis é uma das bases para
ações que derivam dos insights extraídos dos dados. Prototipar é uma nova função
que deve fazer parte das habilidades dos executivos de varejo.

E como engajar os executivos e a cultura para esse mundo baseado em dados? Para
John Oberon, é preciso desenvolver times que trabalhem com essa visão. Ele
defende que indivíduos não podem atuar de modo isolado, pois assim irão impedir a
inovação. O dilema é entre centralizar ou descentralizar a tomada de decisão e a
ação. Cientistas de dados podem fazer parte de todas as áreas, influenciando
positivamente o marketing, produtos, operações, logística. Não há uma receita
pronta para que as redes varejistas adotem, uma fórmula. Cada empresa precisa
entender como evoluir sua cultura para uma operação realmente feita de dados.

Boas lições na NRF, válidas para a realidade do varejo brasileiro, que agora entra na
era dos dados. Um novo varejo está em formação.

 

Fonte: Portal No Varejo

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