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O novo fôlego da loja física

Com o surgimento e a consolidação do comércio digital no mercado varejista brasileiro, alguns analistas mais apocalípticos chegaram a afirmar que – dentro de alguns anos – as lojas físicas perderiam tamanha força a ponto de se tornarem insustentáveis. Tal previsão mais pessimista assustou empresários do varejo mais tradicional em todo o Brasil, mas nunca chegou a convencer àqueles que estavam mais atentos à história de outros segmentos.

A mesma previsão de ‘substituição de um modelo pelo outro’ foi realizada – e desmentida – no campo da comunicação, quando, com o surgimento de meios como televisão e internet, analistas mais afobados apontaram imediatamente para o fim de rádio e de veículos impressos.

De lá para cá, o que se viu foi o crescimento da convergência e da transmídia – cenário em que ao invés da substituição de um meio pelo outro, aconteceu uma ressignificação de cada um deles de modo que pudessem deixar de ser concorrentes para se tornarem complementares.

No varejo não está sendo diferente. De acordo com o CEO do Magazine Luiza, Frederico Trajano, a empresa se sustenta como um empreendimento tecnológico de diversas ramificações digitais sustentadas, todas elas, pelo calor humano das lojas físicas. “Percebemos que onde temos loja física, o share do online é muito maior”, apontou o executivo.

A percepção da cúpula diretiva do Magazine Luiza vem sendo acompanhada por muitas outras empresas comerciais.

Gigantes tradicionais do e-commerce mundial como Alibaba e Amazon passaram a focar seus esforços na consolidação de uma presença física, inaugurando lojas próprias e investindo na aquisição empresas físicas de varejo com longo tempo de atuação na China e nos Estados Unidos.

No estudo “Global Consumer Insights Survey 2018”, realizado pela PwC e que pesquisou a atividade de cerca de 22 mil consumidores no varejo em mais de 27 países, a recuperação da atividade do varejo físico foi notória tanto no Brasil como globalmente.

Restringindo a análise ao território brasileiro, observa-se que a frequência de compra mensal no varejo físico cresceu de 55% para 61% de 2016 para 2017. O crescimento de 6 pontos percentuais representa, obviamente, a melhora da economia brasileira e da confiança dos consumidores como um todo – mas também demonstra a solidificação do varejo físico como importante canal de compra no país.

No mesmo período, por exemplo, a frequência mensal de compras via PC aumentou de 55% para 58%, 3 pontos percentuais a menos que no varejo físico – enquanto via tablete e smartphone cresceu de 31% para 41%, e 20% para 30%, respectivamente.

Em suma, o que a pesquisa demonstra, é que há espaço para todo mundo e que, embora os ‘mobile’ tenham apresentado crescimento percentual maior, o varejo físico ainda tem espaço de crescimento ou, no mínimo – para os mais pessimistas – um potencial enorme de estabilização no mercado.

Fonte: Portal Novo Varejo

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