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O novo perfil do líder que o mercado procura

A crise continua em pauta e especialistas dizem, inclusive, que 2017 não será tão bom quanto tem se falado. Mas, é fato que esse período provocou mudanças drásticas no perfil do profissional que o mercado procura. De acordo com a professora da IBE-FGV, Paulette Melo, PhD em Administração, a crise requer criatividade. “Os líderes devem continuar gerando resultados, ser flexíveis e capazes de avaliar as circunstâncias sob diversos aspectos, considerando todos os públicos envolvidos nos problemas”, afirma.

A redução de custos, a manutenção e o crescimento da produtividade, o engajamento e comprometimento com o atingimento das metas organizacionais são os maiores desafios que os líderes atuais enfrentam. “As pessoas são muito mais demandadas do que antes. O perfil de competências mudou e, hoje, exige-se muito mais de todos. O mundo é muito mais complexo e as pessoas devem estar preparadas para essa complexidade crescente, que só vai aumentar”, explica ela.

A liderança autocrática está em alta, principalmente com a entrada da geração Z no mercado de trabalho. “Funcionários imaturos e despreparados devem receber direcionamento total. Não é possível ser democraticamente líder de um grupo de adolescentes organizacionais”, garante Paulette. Segundo a professora, o grande problema é que o líder deve comprometer-se não apenas com os resultados desse grupo, mas com o amadurecimento de cada um. “É essa a tarefa mais desafiadora, pois amadurecimento requer a calibragem entre o desafio e o reconhecimento e é muito fácil errar na dose”, destaca.

Por isso, liderar em tempos de crise é crucial. Extrair o melhor dos outros deliberadamente constrói uma vantagem estratégica que toda organização busca. “Essa liderança garante a sobrevivência da organização, só isso, ou, desculpe, tudo isso”. Para ela, o líder que o mercado precisa tem que ter um arsenal incomensurável de novas “armas”. “O ‘range’ de competências cresceu exponencialmente hoje. Não é qualquer um que pode ser chamado de líder”, esclarece a especialista.

Universalmente, todo líder precisa apresentar: direção, significado, visão, foco em resultados e otimismo. Essas atitudes cabem em todas as lideranças. “Um bom líder é aquele capaz de se divertir e ser criativo ao transitar entre tantas descontinuidades e complexidades”.

Entusiasta, Paulette vai além. “Ser feliz no caos é o segredo hoje em dia. O líder deve ter um conjunto de luz no cérebro, mais fogo no coração, mais sensibilidade na alma e mais consciência no espírito. Impossível? Eis que liderar é realizar o impossível e fazer o milagre acontecer”, finaliza.

Fonte: Portal Newtrade

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