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O que a filosofia pode ensinar a um líder varejista?

A história sempre traz ensinamentos sobre os motivadores sociais. Agora mesmo,
ela mostra que as pessoas estão menos atraídas pelos objetos tangíveis, dentro do
que chamamos de imaterialização (ou despossuimento, uma tendência que se
define pela negação da posse e pela valorização do que é compartilhado ou tenha
significado mais profundo). Ao mesmo tempo, há grandes contingentes de
consumidores atraídos por marcas que manifestam mais características intangíveis
que serviços em geral.

O que essas tendências querem dizer? Na nossa trajetória de mercado, iniciamos
querendo produtos e depois exigimos serviços. consumidores ficarão enjoados de
produtos e desiludidos com as entregas das marcas ou irão se inclinar para objetos e
produtos que resgatem sua humanidade, trazendo significado e ideias poderosas
para suas vidas? Robert Rowland Smith, filósofo mundialmente conhecido,
enfrentou essas questões e trouxe ensinamentos valiosos para os varejistas
presentes ao WRC.

“É preciso compreender que não recebemos apenas um produto ou um serviço em
troca de nosso dinheiro. Consumo significa também que recebemos informação”,
comentou o filósofo. Em sua linha de pensamento, hoje os consumidores se sentem
desconfortáveis com seu presente e estão em busca de uma visão. A partir daí
trabalham para atingir esse objetivo. A atratividade das ofertas colocadas para a
escolha dos consumidores leva em conta o tipo de valor que eles esperam obter em
troca de seu dinheiro? As ofertas respondem às visões e inquietações pessoais?

O poder do contexto
Rowland procura mostrar o poder do contexto, que transcende a noção do dinheiro
como única medida de valor. Obviamente o dinheiro nos habilita a fazermos trocas e
obtermos o que queremos e precisamos. O dinheiro é um facilitador, mas não
resolve os paradoxos de escolha e as crenças pessoais. Há pessoas ricas que
acreditam em fake news e descrentes das evidências científicas e pobres que têm
uma visão científica do mundo.

Existem muitas mudanças em curso atualmente: a transição do analógico para o
digital, do homem para mulher, da influência do ocidente para o oriente e assim por
diante. Estamos, segundo o filósofo, no limiar de uma batalha entre dois grandes
polos: pessoas em busca de significado para suas vidas, o sentido como valor
absoluto em contraponto com empresas não tão sensíveis a essas necessidades
emocionais.

O fato é que em uma perspectiva emocional, foram as necessidades humanas que
moldaram a história, a civilização e até mesmo o consumo. Necessidades, desejos e
aspirações demandam soluções que aplaquem essas lacunas. Ao longo da história,
as escolhas puderam ser facilitadas pela força das marcas. A evolução do capitalismo
é também a evolução das necessidades, para níveis cada vez mais aspiracionais e
intangíveis.

Será que estamos vivendo um ato final na jornada do consumidor? No entender de
Rowland, varejistas e fornecedores precisam entender que as pessoas vão continuar
buscando mais informações embutidas aos produtos e serviços. Informações que
deem pistas e ofereçam ideias para que atinjam o significado perseguido em suas
vidas.

A conexão com os consumidores, hoje anabolizara pelos algoritmos, tem muito
espaço para evoluir na construção de significados reais. A personalização precisa ser
mais profunda, para além das funções e da estética, e realmente criar conexão
efetiva com os consumidores. Personalização também significa dar ao consumidor o
poder da criação, por meio de ferramentas de colaboração e interação. O
consumidor quer se sentir parte da criação do que merece seu dinheiro. A nova
fronteira do consumo é combinar conexão, criatividade e conveniência para que
produtos e serviços gerem outro tipo de valor para os clientes, mais incluídos, mais
presentes, mais ouvidos.

Fonte: Consumidor Moderno

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