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O que esperar dos consumidores nas festas de fim de ano?

Black Friday passou, e agora é hora de focar nas compras de Natal. Tradicionalmente, a data é considerada a melhor do ano para o varejo físico e online, mas este ano, com a pandemia, os varejistas estão com expectativas mais conservadoras. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que o Natal deve movimentar R$ 37,5 bilhões em vendas este ano e gerar 70,7 mil vagas temporárias de trabalho – a menor taxa em cinco anos.

A cautela também é maior entre os consumidores, afinal, milhões de pessoas perderam o emprego ou tiveram queda na renda com a pandemia. Neste cenário de incertezas, a Nielsen Global Connect mapeou cinco grupos de consumidores diferentes, e explicou como cada um deles deve reagir às restrições financeiras e/ou de mobilidade nas festas de fim de ano. Confira.

Financeiramente limitado e mobilidade restringida ($): devido às restrições impostas pela pandemia, esses consumidores têm menos liberdade para se reunir fisicamente e fazer compras, e podem ter menos oportunidades para procurar e encontrar o melhor valor ou variedade de opções.

Limitado financeiramente, mas sem restrições de mobilidade ($): de acordo com a Nielsen, esses consumidores podem ter uma mentalidade mais econômica ao se prepararem para a temporada de férias, mas terão mais liberdade para celebrar com outras pessoas e buscar fisicamente os produtos e preços adequados às suas necessidades.

Cauteloso Intermediário ($$): temem pelo que pode acontecer no futuro próximo. Provavelmente são cautelosos ao gastar, presenteando somente as pessoas que são mais próximas.

Com poder de compra, mas mobilidade restringida ($$$): com celebrações menores, esse público deve apostar na auto indulgência, gastando mais de alguma forma para compensar experiências que não são mais possíveis, como viagens.

Com poder de compra e sem restrições de mobilidade ($$$): esses consumidores, segundo a Nielsen, gastarão mais livremente e irão realizar festas, mesmo com a pandemia. Muitos devem compensar os luxos perdidos no início do ano, e podem estar mais inclinados a ajudar os menos favorecidos, especialmente os mais próximos.

Novos grupos, novos comportamentos

A Nielsen também identificou padrões que podem ajudar a prever o que vai pesar nas decisões de compra, tanto neste período de festas de fim de ano, quanto no futuro. São eles:

1. Reajuste de Cesta: redefinir o que é “festivo”

De acordo com a Nielsen, esta nova realidade que estamos vivendo tem mudado o conceito de muitas pessoas sobre o que é “presenteável”, gerando uma grande oportunidade para os varejistas. Alimentos frescos, que estão com os preços em alta, por exemplo, podem passar a ser considerados uma opção de presente para muitas pessoas.

Outros produtos que, segundo a Nielsen, podem passar a ser dados como presente este ano são aqueles relacionados à saúde e à proteção pessoal, como antissépticos, vitaminas e suplementos.

2. Reajuste no domicílio: pensando no imediatismo e no distanciamento

Com a continuidade das orientações de distanciamento social, a tendência é que as celebrações deste Natal sejam menores e fiquem concentradas em casa. Os consumidores que estão com orçamento mais restrito este ano devem apostar nos pratos feitos em casa e em produtos em porções menores, mais adequadas a pequenas reuniões.

Os consumidores com maior poder de compra, por sua vez, devem buscar produtos premium e contratar experiências gastronômicas em domicílio. A Nielsen alerta que as marcas devem ficar atentas a essas novas necessidades, incluindo ainda a busca maior por presentes instantâneos ou à distância, como vales-presente virtuais.

3. Reajuste racional: conexão com empatia

Sem uma definição de quando a pandemia poderá ser considerada “sob controle”, muita gente tem esperado mais para decidir o que vai fazer nas festas de fim de ano. Segundo a Nielsen, oferecer soluções para esse público pode ser uma boa oportunidade para os varejistas, desde que as ofertas sejam feitas de maneira empática.

4. Reajuste do poder de compra: concretizar o impulso

As compras online vão impulsionar, mais do que nunca, o comportamento do consumidor nas férias. Aqueles que possuem maiores limitações financeiras serão os mais seletivos, e devem usar a internet cada vez mais para buscar melhores preços. Já os que têm maior poder aquisitivo vão aproveitar o universo online para ampliar sua busca por produtos premium para as festividades.

Os varejistas que mantêm lojas virtuais podem tirar vantagem desse novo comportamento do consumidor, oferecendo um ambiente seguro para as compras e até mesmo amostras grátis, para fidelizar seu público.

Por fim, a Nielsen ressalta que, ainda que a pandemia tenha instaurado uma nova realidade de consumo e comportamento este ano, as pessoas, de maneira geral, vão procurar manter suas comemorações. Cabe aos fabricantes e varejistas se adaptar a esses novos cenários, ajustando suas ofertas e condições para ter sucesso e garantir a conveniência do consumidor.

 

Fonte: Novarejo

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