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O telefone sem fio e a percepção do consumidor

“Vamos virar o disco”. Essa expressão, hoje, talvez seja totalmente inapropriada. Para os que nasceram antes de 1986, quando foi lançado o primeiro CD, compact disk no Brasil, provavelmente, a frase careça de significado. Então só para mantermos todos na mesma página, esta sim atual, vamos mudar de assunto. Vamos falar de algo diferente daquilo que tem lotado nos últimos meses todos os jornais, revistas, rádios, televisões, além, é claro, das redes sociais. Ou seja, deixemos um pouco de lado o onipresente coronavírus. Menciono isso nesse preâmbulo apenas para deixar claro que embora consciente da gravidade da situação, precisamos refletir sobre outras questões.

Dito isso, lembro daquele experimento que muitas vezes se faz do chamado telefone sem fio. É tão comum que é difícil imaginar quem não o conheça. De qualquer forma o exercício consiste em dispor um conjunto de pessoas em uma fila. O primeiro conta alguma coisa com um certo nível de detalhes ao que está imediatamente ao seu lado. Este, por sua vez, após ouvir atentamente o primeiro, repassa o que acabou de ouvir para a pessoa colocada ao seu lado. O processo segue até o fim da fila. Então o último é convidado a dizer em voz alta o que ouviu. Esse relato é confrontado com a mensagem inicial. Invariavelmente todos se divertem muito percebendo que aquilo que o último disse ou tem pouca relação com a mensagem inicial, ou pior, é o oposto do que foi inicialmente dito.

Por que isso ocorre?

Os neurocientistas têm a resposta. Isso está relacionado com a forma que se estabelece nosso processo de relembrar fatos e situações. Quando relembramos hoje, por exemplo, o nosso primeiro dia de trabalho na organização que atuamos, na verdade não lembramos exatamente o primeiro dia, mas fatos na última vez que fizemos esse exercício. Ou seja, o processo de relembrar vai mudando a situação original.

Esse resultado deve chamar a atenção dos varejistas. A percepção do consumidor é construída a partir de uma série de interações. É preciso estar permanentemente atento a esse processo. Aquilo que se quer comunicar pode ser razoavelmente bem percebido no início de um processo. Entretanto, a verificação de que isso se deu de modo adequado nos primeiros momentos não garante que a informação permanece preservada na medida que o tempo passa.

* por Claudio Felisoni de Angelo, presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (IBEVAR) 

Fonte: Revista Varejo Brasil

5 dicas para aumentar a recorrência de vendas no e-commerce

Especialista com mais de 13 anos de experiência no mercado separou conselhos para conquistar o cliente e manter a recorrência de vendas online

Ter uma curva de crescimento ascendente e previsível é o sonho de todos os proprietários de lojas online, mas na maioria dos casos, isso é uma realidade um pouco distante. Na base de acertos e eventuais erros, para ajudar a minimizar essas incertezas, Thiago Santos, CEO da e-thinkers, empresa de gestão de e-commerce, selecionou cinco práticas que ajudarão a ter mais controle sobre as vendas no comércio eletrônico estimulando a recorrência. O empresário já auxiliou mais de 25 empresas em suas lojas virtuais, que, juntas, geraram mais de R﹩ 400 milhões na economia. Confira:

1 – Crie perfis para os seu consumidores

Categorizar seus usuários te permite fazer comunicações mais baratas e mais eficientes. Existem diversas formas de fazer isso, mas você pode começar pelo básico, como por exemplo: idade, gênero, localização, ticket médio, total comprado, data da última compra, quantidade de compras, entre outros.

2 – Estabeleça uma rotina de comunicação geral e categorizada

Determine uma frequência e por quais mídias o seu consumidor será impactado. Com os dados dos consumidores em mãos, crie uma agenda de comunicação com todas as mídias disponíveis para sua realidade, alguns exemplos são e-mail marketing, push notifications, sms e mídia display. Intercale mensagens gerais com mensagens baseadas na categorização do público. Isso fará com que a audiência se mantenha ativa e melhore seus índices de qualidade.

3 – Classifique seus produtos de forma que lhe permita criar filtros mais específicos

A classificação de produtos ajuda na criação de landing pages mais eficientes, aumentando a oportunidade de comunicação com grupos de clientes mais específicos, como por exemplo: tamanhos grandes com X% de desconto.

4 – Estimule a recompra

A aquisição de clientes novos é uma estratégia que tende a ser mais cara que ações de relacionamento com os clientes que você já tem. Além disso, essas ações de relacionamento aumentam o lifetime value – ou tempo de vida do cliente – do seu consumidor. A sugestão é que parte importante dos esforços de comunicação sejam nessa linha, por exemplo, dando um estímulo para a segunda, terceira ou quarta compra.

5 – Tenha um pós-venda ativo

Em caso de sucesso, aproveite o bom astral e pergunte como foi a experiência, em caso de insucesso se antecipe ao problema, entre em contato com o consumidor, deixe-o saber que você está cuidando do problema dele. Isso cria uma relação de confiança que o faz lembrar de você na próxima necessidade de compra.

 

Fonte: Portal New Trade 

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