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Online e off-line se igualam na Black Friday 2019

Criada nos Estados Unidos, a Black Friday, data do varejo que é realizada
na última sexta-feira do mês de novembro, é tradicionalmente conhecida
como um período de grandes descontos no varejo. Este ano, de acordo
com o estudo “Temporada Black Friday”, do Google, em parceria com o
instituto de pesquisa Provokers, o número de pessoas que farão compras
pela internet, na data, será igual aos compradores das lojas físicas.

Esse dado se confirma pela presença dos consumidores multicanais, ou
seja, aqueles que fazem compras nos dois ambientes. Em 2019, a
expectativa é de que 25% das pessoas comprem em ambos os canais,
frente a 7%, em 2018, aponta a pesquisa. Além disso, dois terços dos
consumidores utilizam a internet como forma de consulta antes de
comprar em lojas físicas no período.

Gleidys Salvanha, diretora de negócios para varejo do Google Brasil,
comenta que enxerga esse movimento de multicanalidade tanto nos
varejistas quanto nos consumidores. “Do lado do varejista multicanal,
temos uma estratégia cada vez mais clara, com oferecimento de serviços
como clique e retire, inventário da loja física no ambiente digital, entre
outros. Do lado do consumidor também, apesar de 95% das vendas do
varejo ocorrerem no ambiente físico, o consumidor recorre ao ambiente
digital para tomar a decisão do produto ou marca antes de visitar a loja
física”, diz.

A Black Friday também é um período em que as varejistas devem apostar
em seus próprios aplicativos, pois segundo o ranking do App Annie, o
Brasil está entre os principais países no mundo que utilizam a plataforma,
ficando apenas atrás de Índia, Estados Unidos e Coréia do Sul. De acordo
com a pesquisa do Google, 57% e-shoppers brasileiros já realizaram
compras através de aplicativos e 36% pretendem comprar desta maneira
na data.

Apesar dos apps serem a porta de entrada para os grandes varejistas,
ainda existe oportunidade de aumento de base, porque apenas 28% dos
consumidores online brasileiros tem o app do seu varejista favorito
instalado. “O aplicativo se tornou, além do grande canal de compra, uma
plataforma de relacionamento da marca com seu consumidor também”,
afirma Gleidys.

Outro ponto é a retirada na loja. A pesquisa revela que 39% dos brasileiros
consideram a opção muito importante na hora de decidir a loja, sendo que
24% compradores da data pretendem usar essa forma de entrega para
suas compras online. Além disso, o levantamento aponta que as principais
razões pelas quais os consumidores escolhem esse tipo de entrega é não
pagar o frete, não esperar pela chegada do produto e ter certeza de que o
produto estará disponível.

O quesito frete também é determinante na hora da decisão de compra em
comércios eletrônicos, pois 39% das pessoas não compram online na Black
Friday por conta do custo do frete, seguido por “gosto de ver o produto
pessoalmente”, 35%, de acordo com a pesquisa. Já, entre aqueles que
pretendem utilizar o serviço de compra online e retira na loja, 36% tem
como objetivo principal não pagar o frete.

A diretora de negócios para o varejo do Google Brasil, afirma que como o
e-commerce brasileiro nasceu com a estratégia de preço mais barato,
incluindo o frete grátis e “nos últimos anos, os grandes players do
mercado começaram a reduzir essa estratégia. Com esse movimento, o
consumidor está dando mais valor ainda para o frete grátis,
principalmente na Black Friday”.

Cashback
A pesquisa ainda revela que a Black Friday é um momento para as
varejistas expandirem os serviços, pois apesar do preço ainda ser o
principal fator de escolha na hora da decisão de compra, ele vem
perdendo relevância para outros atributos, como confiança na loja e na
marca. “Isso acontece durante o mesmo movimento das empresas
varejistas de oferecerem um nível de serviço cada vez melhor, criando
ecossistemas que passam por uma logística mais eficiente e rápida, meios
de pagamentos como carteira digital e estratégias de promoções
diferenciadas como cashback”, comenta Gleidys.

Essa forma de crédito que pode ser usada na próxima compra, o chamado
cashback, é conhecido por somente 23% das pessoas que responderam à
pesquisa, sendo que 60% delas souberam descrever corretamente o que
ela era. Já, das 36% das pessoas que não tinham certeza do que era
cashback, apenas 7% descreveu o termo de forma correta. “Para mudar
no entendimento da promoção e proposta de valor, leva um tempo.
Grandes eventos como a Black Friday e o Dia do Consumidor são
oportunidades únicas para acelerar esse entendimento”, pontua a
diretora de negócios para o varejo do Google Brasil.

O estudo foi feito entre os dias 25 e 29 de julho a partir de entrevistas
com 1502 pessoas de 18 a 54 anos, das classes ABC de todo o Brasil, que
realizaram compras online ou offline regulares nos últimos seis meses,
além da pesquisa online feita por meio da ferramenta Google Survey com
1000 pessoas de 18 a 65 anos de todo o Brasil, entre os dias 15 e 20 de
agosto.

Fonte: Portal Meio & Mensagem

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